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Máscaras, álcool gel, distanciamento e….teatro de bonecos

"Teatro de Bonecos Delivery", da Cia Polichinelo, é uma solução que, alinhada ao momento, leva um espetáculo a lugares diversos, sempre respeitando todos os protocolos de segurança

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Criatividade: palco montado em uma garagem para encenar "A Princesa e a Lua". (Foto: Divulgação)

Em tempos terríveis de pandemia, nos quais o distanciamento social é um dos principais agentes de contenção de doença, como consumir, de maneira segura, um espetáculo teatral, por exemplo? A princípio, as apresentações virtuais pareciam ser a solução ideal para suprir essa lacuna.

Sim, elas são bacanas e cumprem seu papel. Mas será que não existem outros caminhos? Quais ideias podem surgir para complementar esse formato on-line de maneira extremamente segura para todos?

Foram através de questionamentos desse quilate que a renomada Cia Polichinelo, de Araraquara, criou o “Teatro de Bonecos Delivery” solução que, alinhada ao momento, busca conciliar o encontro do teatro com seu público, respeitando todos os protocolos de segurança disponíveis.

Para tanto, a trupe montou, em um veículo, toda a estrutura de um teatro de verdade: cortinas, cenários, som, luz, além de uma história incrível sobe reis e princesas. Assim, segundo Márcio Pontes, diretor da Polichinelo, basta um espaço, como uma garagem, ou uma área aberta na qual o veículo possa estacionar e virar o palco da montagem.

“É importante ressaltar que, mesmo que os atores não entrem em contato com o público, este precisa também respeitar as regras de segurança mantendo distanciamento social e ainda não causando nenhuma aglomeração”, conta o artista

Pontes ainda comenta que, por fim, é necessário alinhar e personalizar alguns pontos peculiares, como procedimentos de chegada, realização e término do evento, bem como a quantidade de pessoas e o local onde ele será realizado.

“Desta maneira, todos garantem diversão respeitando os protocolos de segurança. Com tudo isso pronto, a diversão já pode começar. Para mais informações, mande um e-mail para pontesmarcio@uol.com.br“, conta.

Marionetes que integram a montagem. (Foto: Divulgação)

DENTRO DO PALCO

Atualmente em cartaz dentro do “Teatro de Bonecos Delivery”, o espetáculo “A Princesa e a lua” é uma adaptação do livro “Many Moons”, do escritor inglês James Thurber. Com uma trama divertida, um rei se vê às voltas com sua filha, a encantadora princesinha Letícia que, adoentada depois de ter comido muita torta de Framboesa, pede ao pai a lua como remédio para voltar a ficar bem.

O Pai, um Rei cheio de empregados e serviçais, busca entre os seus ministros reais a solução para esse problema que lhe parece impossível de ser resolvido. E, como havia pensado, tudo o que os ministros dizem acabam por lhe convencer de que a
princesinha vai ficar adoentada para sempre já que a Lua é algo impossível de se conseguir, mesmo para um grande monarca.

Desesperado em seu trono, o rei aguarda as más notícias sobre a saúde de sua filha, que certamente virão depois do fracasso de sua tentativa de dar-lhe o remédio esperado. Eis que, então, surge o bobo da corte com uma indagação muito simples. Que tal
perguntar à princesa como conseguir o que quer? Pode ser que ela tenha a resposta!

E é com grande expectativa que todos se dirigem ao quarto da princesa para levar até ela a grande e perturbadora pergunta. “O que todos não sabiam é que a solução seria algo simples, como tudo na vida, e que o reino tinha complicado demais uma questão que precisava apenas de um outro olhar, o olhar do coração”, conta o diretor Márcio Pontes. Ao lado dos atores Rafael Pacchiega e Tânia Gomes Mendonça, Pontes também fica responsável pelas vozes.

Mais personagens da peça (Foto: Divulgação)

EXCELÊNCIA

Desde sua criação, em 1997, a Cia Polichinelo de Teatro de Bonecos desenvolve a peculiar arte do teatro de bonecos, cativando expectadores de todas as idades. Partindo de Araraquara, onde foi criada e se estabeleceu – fundando e administrando o Museu do Boneco, a companhia já percorreu dezenas de cidades no estado de São Paulo, visitou também vários outros estados brasileiros e até solo internacional, em uma trajetória de sucesso exponencialmente aclamada pelo público e pela crítica.

(Por Matheus Vieira)