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“O controle da pandemia só ocorrerá com a vacinação de grande parte da população”

Araraquara iniciou vacinação contra a Covid-19 nesta quinta-feira (21/1); confira entrevista com a médica infectologista araraquarense Maria Fernanda do Valle Chiossi

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Dra. Maria Fernanda Chiossi: medidas de prevenção já conhecidas deverão ser mantidas mesmo após a vacinação

Por Matheus Vieira

Após meses de imensas dificuldades, preocupações e tragédias por conta da terrível pandemia de Covid-19 que vitimou mais de 200 mil brasileiros, o ano de 2021 nasceu com pingos de esperança regados a partir da aplicação da vacina para frear a disseminação do novo coronavírus, causador da doença, voltando assim, então, à vida normal.

A Dra. Maria Fernanda do Valle Chiossi, médica infectologista – Presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) – Hospital São Paulo – Unimed de Araraquara, reforça a importância do início dessa ação, que teve início nesta quinta-feira (21/1) em Araraquara, dissertando que o efetivo controle da transmissão da Covid-19 só ocorrerá com a vacinação da maior parte da população.

“Lembrando que a transmissão pode ser diminuída através das medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higienização frequente das mãos”, conta.

Em meio a enxurrada de reportagens e termos médicos sendo despejados em demasia sobre o assunto em diversos meios, como redes sociais e veículos de imprensa, a médica faz um alerta sobre o perigo da desinformação neste momento delicado e de intensa apreensão.

“Há uma politização também em relação às vacinas de Covid-19, com diferentes grupos políticos defendendo vacinas diferentes e, inclusive, a não vacinação. As vacinas disponíveis são liberadas em nosso país após aprovação da Anvisa, portanto, a garantia por este órgão preenche os requisitos de eficácia e segurança necessários”, explica.

ESTAMOS PRONTOS!

Dra. Maria Fernanda do Valle Chiossi pontua que, mesmo após receber a dose da vacina, a população deve manter os cuidados já conhecidos. “Tudo será mantido até termos a orientação que é seguro o relaxamento destas medidas. Tal informação será fornecida pela Organização Mundial da Saúde, Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Sociedades de Especialidades Médicas e Ministério da Saúde”, finaliza a infectologista.