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Para estudante, ensino integral ajuda a manter o foco nos estudos e projetar o futuro

Programa Ensino Integral dobrará vagas na região em 2022

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Jonas Augusto Venâncio Alarcon, de 16 anos, foi aluno do Programa de Ensino Integral (PEI) na Escola Estadual Prof. Oacyr Antônio Ellero do 6° ao 9° ano

O estudante Jonas Augusto Venâncio Alarcon, de 16 anos, foi aluno do Programa de Ensino Integral (PEI), do Governo do Estado de São Paulo, na Escola Estadual Prof. Oacyr Antônio Ellero, do 6° ao 9° ano.

Ele entrava às 7h30 e saía às 16h30, de segunda a sexta-feira. “Tirando o fato de ser um pouco cansativo, o ensino é muito bom. A escola em tempo integral consegue manter nosso foco 100% lá. O projeto também é muito bom, pois é desenvolvido pensando no futuro dos alunos”, avalia o jovem.

Atualmente, Jonas cursa o 1º ano no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), cujo acesso ele deve muito ao PEI. “O aprendizado que tive me ajudou muito nas notas, que era o que contava pra entrar no IFSP”, completa.

Na Diretoria de Ensino de Araraquara, hoje são mais de 4,2 mil vagas oferecidas no PEI, em 14 unidades, sendo 10 em Araraquara, três em Matão e uma em Gavião Peixoto. Somente na cidade de Araraquara são 3.247 vagas.

Com a expansão do PEI anunciada pelo governo a partir do ano letivo de 2022, esse número deverá chegar a 8.444 mil vagas na Diretoria de Ensino de Araraquara, que contará com ensino integral em mais nove escolas, sendo quatro em Araraquara (Professor Antonio dos Santos, Professor Augusto da Silva Cesar, Dr. João Pires de Camargo e Professora Antonia Eugenia Martins), quatro em Matão (Ernesto Masselani, José Inocêncio da Costa, Laert José Tarallo Mendes e Prof. Roberto Veltre) e uma de Américo Brasiliense (Professora Alzira Dias de Toledo Piza).

Serão disponibilizadas mais 4.195 vagas para o ensino integral na região, mais da metade em Araraquara. A Secretaria Estadual da Educação esclarece que as escolas Professora Antonia Eugenia Martins, de Araraquara, e Ernesto Masselani, Laert José Tarallo Mendes e Prof. Roberto Veltre já atendiam os alunos em período integral como ETI (Educação em Tempo Integral). “No PEI, os estudantes passam a ter uma matriz curricular diferenciada que inclui projeto de vida, orientação de estudos, práticas experimentais. Há ainda clubes juvenis para que os alunos se auto organizem de acordo com temas de interesse como dança, xadrez, debates etc”, explica.

MODELO POTENCIALIZA A FORMAÇÃO INTEGRAL

Criado em 2012, o PEI potencializa a melhoria da aprendizagem e o desenvolvimento integral dos estudantes, nas dimensões intelectual, física, socioemocional e cultural, por meio de um modelo pedagógico articulado a um Modelo de Gestão.

São trabalhadas práticas pedagógicas, como Tutoria, Nivelamento, Protagonismo Juvenil com Clubes Juvenis e Líderes de Turma, além de componentes curriculares específicos, como Orientação de Estudos e Práticas Experimentais, que potencializam a formação integral do estudante a partir do seu Projeto de Vida.

Os investimentos na jornada integral refletem em melhores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) já no primeiro ano de implantação do programa. As Escolas PEI cresceram 1,2 pontos no IDEB 2019, enquanto as regulares, 0,6. Além disso, das escolas estaduais de São Paulo, as 33 melhores colocadas no ranking são PEIs e 9 das 10 primeiras colocadas de ensino fundamental são PEIs.

Em agosto de 2020, uma pesquisa da Seduc-SP avaliou a percepção de 13 mil professores e 121 mil estudantes da rede pública estadual envolvidos no PEI. De 0 a 10, os professores recomendariam 9,1 as escolas em que atuam aos colegas de profissão. De 0 a 10, os estudantes recomendariam 8,5 as escolas em que atuam aos colegas. E 95% dos professores se sentem satisfeitos ou muito satisfeitos em atuar nas escolas.