
Uma loba-guará, considerado o maior canídeo da América do Sul e o grande símbolo do Cerrado Brasileiro, atropelado no km 345 da Rodovia Altino Arantes, entre os municípios de Morro Agudo e São Joaquim da Barra, ganhou liberdade nesta quinta-feira (05), retornando ao seu habitat.
Segundo consta o animal tem pernas longas e patas compridas, que são seus meios práticos e naturais para enxergar acima da vegetação alta das savanas, entendidas como biomas tropicais marcados por uma vegetação mista de gramas, arbustos e árvores esparsas com clima quente e estações seca/chuvosa bem definidas.
Segundo a Polícia Ambiental de Araraquara que controlou a soltura do animal, a loba de pelagem laranja-avermelhada com “meias” pretas e uma crina escura no pescoço que se eriça quando o animal se sente ameaçado chegou bastante machuca e fisicamente abatida, não se sabendo qual o tempo que ela teria ficado a espera de socorro na rodovia.
Não é “Lobo” nem “Raposa”: apesar do nome, pertence a um gênero único, parente distante de outros canídeos, o certo é que restabelecida a loba ganhou liberdade e seguirá cumprindo sua missão de “jardineira do cerrado”.
Curioso é que sua principal fonte de alimento é a fruta-do-lobo (ou lobeira). O lobo ajuda a espalhar as sementes dessa planta através de suas fezes, ajudando na preservação do bioma, daí ser a “jardineira do cerrado”.
A loba foi resgatada deste atropelamento no dia 26 de janeiro, permanecendo em recuperação por 11 dias, agora saudável e disposta, após ser vítima do atropelamento, a enfrentar os desafios da vida animal.













