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Prefeito de Dobrada diz em nota que “não agrediu o professor de Educação Física com mata-leão”

Para o prefeito Antonio Carlos de Mattos Santos (PSDB), de Dobrada, as acusações feitas pelo professor não têm fundamento; o servidor disse em boletim de ocorrência que teria sido agredido no gabinete, inclusive com um golpe chamado mata-leão, usado em artes marciais. Prefeitura encaminhou uma nota contestando a agressão.

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Carlos Dentista, o prefeito de Dobrada

Sobre uma suposta agressão que teria ocorrido nesta segunda-feira (11) tendo como vítima um servidor público, o prefeito Antonio Carlos de Mattos Santos (PSDB) de 51 anos, o “Carlos Dentista”, acusado se ser o agressor nesta quinta-feira (13) pela primeira vez se manifesou publicamente através de nota, buscando segundo ele, o real esclarecimento dos fatos. O fato, segundo consta ocorreu no interior do gabinete.

O boletim de ocorrência registrado pela vítima, um professor da área de Educação Física, de 48 anos, explica que ele foi até a Prefeitura Municipal visando reivindicar materiais educativos para atividades de Educação Física, quando verbalizando assunto de carga horária com o prefeito, começou uma discussão seguida de agressão.

O prefeito “Carlos Dentista” como é conhecido no município, teria dado um golpe, chamado “mata leão” no professor, conforme declaração do docente, que passou pelo Pronto Socorro para exame de corpo de delito, acatando uma orientação de policiais militares que atenderam a ocorrência.

A nota enviada ao RCIA ARARAQUARA diz que o “Prefeito Municipal Antonio Carlos está indignado com a atitude do colaborador (professor) que ao dar sua versão quando dos esclarecimentos para fins de elaboração do Boletim de Ocorrência, declarou que hipoteticamente houve agressão com um mata leão”. O prefeito contesta e diz que – na realidade nada disso aconteceu.

O que ocorreu, realmente, diz a nota, foi que o Prefeito Municipal repreendeu o professor pelas inconsistências ocorridas quanto ao cumprimento das suas funções, quando de pronto ele acusou outro funcionário – Francisco Carlos – sobre irregularidades no ponto de trabalho que passava e saia para serviços particulares, tendo o prefeito dito que se tratava de uma grave acusação e, por isso, convocou o secretário de esportes e o mencionado colaborador para uma conversa.

“Imediatamente, com estranheza o colaborador na presença do funcionário que tinha acusado de irregularidades no ponto de trabalho, mudou sua versão contradizendo-se e passando de forma audaciosa a dizer que tinha sido o prefeito quem havia feito essa acusação, sendo certo que diante dessa postura, efetivamente, contraditória e sorrateira, foi solicitado por várias vezes que se retirasse da sala, inclusive na presença de diversas pessoas. Como não foi atendido, foi solicitada a intervenção da Polícia Militar, sendo, portanto, totalmente inverídica as declarações feitas pelo referido colaborador, pois não ocorreu nenhuma agressão”, diz a nota da Prefeitura.