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Sem anunciar secretariado Edinho busca paz em acordos com outros partidos

Edinho ainda não definiu seu secretariado e para formá-lo com a paz que procura terá que negociar com partidos políticos tradicionais da cidade e ver aprovados seus projetos na Câmara. Assim, precisará garantir sempre os votos do PSDB, MDB e PSL, pois declaradamente sabe que não poderá contar com o Patriota e o Podemos.

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Os novos vereadores no plenário: votação em 2021 com a consciência ou por conveniência partidária conveniência?

Desde o dia 17 de dezembro quando questionamos o prefeito Edinho Silva sobre seu novo secretariado ele ainda se mantém reticente e garante que só mesmo depois da posse iria cuidar da composição. Nas suas palavras está a certeza de que estudará isoladamente cada pasta, mas garante que cada um deles teve papel importante dentro da sua administração nos primeiros quatro anos do mandato findo no último dia 31.

Ao falar até mesmo em união e disposição de governar para toda cidade que foi o termo muito utilizado pela quase totalidade dos empossados em nosso país na última sexta-feira (1) e que conversará com lideranças do governo e também líderes políticos dá-se a impressão que tem o desejo de compor com os partidos políticos mais tradicionais.

O primeiro passo foi dado praticamente em direção à formação de uma base política dentro da Câmara Municipal elegendo Aluíso Braz, o Boi, do MDB; Thainara Faria (PT); Rafael de Angeli (PSDB) e Lucas Grecco (PSL), como presidente, vice, 1° e 2° secretários, respectivamente. Este modelo conciliatório já aconteceu na gestão passada onde a Câmara Municipal teve grande influência na aprovação dos seus projetos.

Para os analistas políticos Edinho está no caminho certo, o da pacificação, pois terá pela frente um ano extremamente difícil, daí os nomes de Rafael de Angeli (acordado com o PSDB) e Lucas Grecco (acertado com o PSL), ambos reeleitos e que se mostraram críticos a Edinho no ano passado, o tucano com maior intensidade.

No caso do PSDB que apoiou Coca Ferraz para prefeito há dois nomes que foram derrotados na disputa pela Câmara Municipal e que segundo consta estariam buscando espaço para se manter na visibilidade política local: José Carlos Porsani e Jéferson Yashuda, ambos farmacêuticos. O primeiro faria parte do programa de trabalho da assistência social e Yashuda estaria buscando apoio para assumir a Delegacia Regional da Saúde.

Há casos ainda de vereadores não reeleitos pelo MDB e que mesmo tendo suas atividades profissionais não estariam querendo distanciamento das bases partidárias: o engenheiro Elias Chediek que já vinha atuando na implantação do Parque dos Trilhos e foi presidente da antiga CTA (Companhia Troleibus de Araraquara); já o Tenente Santana tem experiência na área da Segurança Pública. Consta ainda que parte do PSDB força a indicação de Sérgio José Pellicolla para a secretaria de Obras Públicas, muito ligado ao ex-prefeito e ex-deputado Roberto Massafera, que também é engenheiro civil.

Ainda há casos de vereadores não reeleitos que apresentam força dentro dos seus partidos, casos de Juliana Damus, Roger Mendes e Cabo Magal, que são peças importantes do Progressista, partido presidido pelo vice-prefeito Damiano Neto; outro compromisso, só que com característica partidária é de Edinho com os petistas Toninho do Mel e Edio Lopes, além de Zé Luiz (Zé Macaco) que concorreu pelo Cidadania.

No momento a administração municipal é formada por 13 secretarias; já no início da sua gestão em 2016, Edinho cortou as subprefeituras de Bueno de Andrada e também a Secretaria do Meio Ambiente, passando-a para o Daae. Há estudos para que o Meio Ambiente retorne como secretaria específica.