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Desemprego sobe a 13,3% e massa salarial encolhe R$ 9,3 bi

Nível de desocupação sobe 6,9% no trimestre encerrado em junho ante igual período de 2019, diz o IBGE. Em um ano, perda de trabalho derrubou renda em circulação na economia em 4,4%

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Até junho, a renda média do trabalhador foi de R$ 2,5 mil

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 13,3% no trimestre encerrado em junho, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (6/7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,0%. No trimestre até maio de 2020, a taxa de desocupação era de 12,9%. Até junho, a renda média do trabalhador foi de R$ 2,5 mil.

O resultado representa alta de 6,9% em relação a igual período de 2019. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 203,519 bilhões no trimestre até junho, queda de 4,4% ante igual período do ano anterior.

MASSA SALARIAL

A perda de trabalho por milhões de brasileiros derrubou a massa de salários em circulação na economia durante a pandemia. A massa de salários em circulação na economia encolheu R$ 9,391 bilhões no período de um ano, para R$ 203,519 bilhões, queda de 4,4% no trimestre encerrado em junho de 2020 ante igual período de 2019.

Por esse recorte da Pnad Contínua, do IBGE, na comparação com o trimestre terminado em março, a massa de renda real encolheu 5,6%, com R$ 12,017 bilhões a menos. O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve alta de 3,6% na comparação com o trimestre até março, R$ 160 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em junho do ano passado, a renda média subiu 4,6%, R$ 110 a mais, para R$ 2.500.