
As estatísticas anunciadas nesta semana pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que Araraquara exportou em 2019 bem menos que no ano anterior: são US$ 889,72 milhões para US$ 469,7 milhões, o que representa um índice negativo de aproximadamente 44%. Já as importações foram maiores – US$ 57,54 milhões em 2018 e US$ 59,67 milhões neste ano. Entre exportar e importar no período de janeiro a novembro de 2019, há um superávit de US$ 410,03 milhões, aponta a estatística.
Se no ano passado Araraquara apresentou 1% de participação nas exportações do Estado de São Paulo em 2018 este número foi maior: 1,4%; no ranking das cidades paulistas que mais exportaram – de 13° lugar, caímos para a 23ª posição. Como se observa, economicamente regredimos nestes últimos 12 meses.
Dentro do cenário nacional o ‘baque’ econômico foi maior: do 57° lugar dos municípios brasileiros Araraquara foi parar em 92°. Curioso contudo que se tínhamos em 2018 um total de 43 empresas exportadoras, neste ano o número aumentou para 56.
Com relação as importações a nossa participação o Estado de São Paulo neste ano foi 0,1%, período de janeiro/novembro; em 2018. Assim ocupamos o 78° lugar no ranking de importações e a 249ª posição no cenário nacional com 70 importadores. No ano passado tivemos uma participação de 0,09% nas importações feitas pelos municípios paulistas, ocupando a 84ª posição. Para isso contamos com 62 empresas importadoras, o que também levou o município a estar entre os 261 municípios brasileiros que mais importaram.
PRODUTOS EXPORTADOS
Como sempre os sumos de frutas, prevalecendo a cultura da laranja, garantiram para Araraquara 71% dos produtos exportados no ano passado; este ano, foi bem menos – caímos para 62%; em compensação a exportação de açúcares de cana ou beterraba foi bem maior em 2019 (7,2%) contra 3,5% verificado no ano passado. A estatística também mostra que carne bovina exportamos menos este ano em relação a 2018: foi 7,0% para 15,0%.
No quadro de importações observamos que foram 10% em máquinas e aparelhos não especificados em 2019, havendo em relação ao ano passado uma diferença mínima, pois importamos 9,2%.
O que sentimos dentro do quadro apresentado pelo setor de comércio exterior é que houve uma queda nos produtos enviados para os Estados Unidos: de 27% em 2018, baixamos para 16% em 2019, provavelmente motivado pelas mudanças e realinhamento da nova política econômica adotada pelo Brasil.