
Em março de 2026, a agropecuária paulista registrou saldo negativo de 4.147 vagas formais (21,3 mil admissões e 25,4 mil desligamentos) e queda de 2,3% no estoque de empregos ativos, comparado ao ano anterior, segundo Relatório de Acompanhamento Mensal dos Empregos Formais, do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), elaborado com base nas informações do Novo Caged.
O recuo no campo foi liderado pelo cultivo de laranja, que fechou 4.665 vagas devido ao fim da colheita. Atividades de apoio à agricultura, serviços de preparação de terreno, cultivo de banana, seringueira e segmentos florestais também registraram redução do emprego formal.
Em contrapartida, algumas cadeias produtivas demonstraram maior dinamismo.
O cultivo de cana-de-açúcar liderou a criação de vagas (+1.508), impulsionado pelo início gradual das operações da safra 2026/27 e pela expectativa favorável para o setor sucroenergético, sustentada por preços relativamente firmes do açúcar e do etanol.
Também houve expansão na horticultura (exceto morango), produção de ovos, eucalipto e flores ornamentais, atividades mais intensivas em mão de obra e fortemente vinculadas ao abastecimento regional e ao mercado interno paulista.













