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Heribert Schmidt: Araraquara está vivendo dentro do seu tempo

A frase de Heribert Schmidt, especialista em Novos Negócios da Bild Desenvolvimento Imobiliário, parece definir um cenário ousado que atende o perfil do consumidor nesta década.

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Heribert Schmidt, especialista em Novos Negócios da Bild Desenvolvimento Imobiliário

Em fevereiro, quando indagado qual seria a receita para a Bild e a Vitta prosperarem tanto, o seu gerente de Novos Negócios, Heribert Schmidt, parecia ter o discurso pronto: “Ser uma empresa que foca no bem-estar social e propõe o maior número de opções de moradias possíveis. Nossa atuação não se restringe à venda e construção de apartamentos, mas sim, num bem-estar dos nossos funcionários, bem-estar do meio social ao qual estamos envolvidos e uma participação forte em demandas sociais”, disse ele.

L’Harmonie, maravilhoso projeto da Bild

Hoje, nas cidades onde chegam as empresas do grupo, acontecem reformas e ampliações de creches públicas proporcionando melhoria na condição da educação pública; são adotadas praças para proporcionar qualidade de vida, construção de redes de saneamento básico, adoção de canteiros centrais de avenidas próximas aos seus empreendimentos. Para Heribert, isso reforça como a presença da empresa é importante e agrega valor à comunidade. Além disso, é claro, busca-se sempre entregar apartamentos com bom padrão de acabamento, opções de planta e bom custo, com as melhores condições de pagamento, diz.

Também para Heribert Schmidt, Araraquara está em um processo de desenvolvimento muito maduro, atraindo grandes empresas para a cidade e região (casos da Jeep, Hyunday, Havan, Shopping Jaraguá, Burger King, Lojas Americanas, Smart Fit), reabrindo a operação de seu aeroporto, reformando antigos hotéis, e principalmente, proporcionando uma excelente qualidade de vida à sua população. Ele diz que “a cidade possui grandes áreas verdes espalhadas por todas as regiões, como parques e praças e não possui congestionamento pesado.”

Os espaços estão cada dia mais sofisticados e dentro desta harmonia provocada pela naturalidade dos projetos, é que há a formação de novos conceitos de moradia

Heribert também explica que com este crescimento, Araraquara atraiu a presença do grupo desde o segmento Minha Casa Minha Vida nas zonas mais periféricas, através da Vitta Residencial, até o alto padrão, nas zonas mais nobres e centrais, com a Bild. Dentro desta ótica, perguntamos se não poderia ser criado um preconceito, com tanta gente morando num espaço só. Ele respondeu de forma bem ponderada:

“Com uma boa atividade industrial, de agronegócio e comercial na região, a cidade atrai investidores, trabalhadores dos mais diversos níveis e com isso, gera a busca por mais opções de moradia. A cidade deixa de ter apenas casas de rua, fruto dos primeiros loteamentos da cidade, e passa a proporcionar opções de condomínios, aonde os nossos atuam com total infraestrutura de lazer. Passam assim, a ocorrer diversos movimentos de demanda por moradia, sejam em condomínios fechados de casas ou de prédios. Não acredito que haja preconceito, acredito que existam pontos de vista momentâneos de acordo com o que a cidade vive”, explica Heribert.

Ocupação dos espaços de maneira sóbria

Mas, quando questionado se Araraquara teria uma cultura diferente neste caso, ele deixa bem claro: “Observo que Araraquara não se comporta diferente, mas sim, está no seu tempo. Pode-se observar que o centro, que antigamente era a avenida Sete de Setembro, hoje migrou para as ruas São Bento e Nove de Julho, amanhã, desenha-se para Avenida 36, onde estão saindo os maiores empreendimentos comerciais e residenciais. O mercado de casas de rua, hoje dá mais espaço para os condomínios fechados com total infraestrutura de lazer, onde o custo dos itens são compartilhados e mais baratos para se manter. Naturalmente, as casas ficam grandes demais quando os filhos crescem e dão o passo de irem morar sozinhos, aí surgem os apartamentos. São ciclos que cada um vive em um momento da vida”.

Os jardins formam o tema-base dentro de uma concepção de qualidade de vida para quem faz a opção por condomínios

Mais adiante, na sua explanação, explica que “se observarmos nossa vizinha Ribeirão Preto, com um mercado mais amadurecido para apartamentos, este processo já ocorreu anos atrás, quando o Campos Elíseos (em referência à famosa Champs Elysées de Paris) era uma referência de bairro na cidade e hoje deu espaço a outras regiões novas e mais bem servidas de infraestrutura, vias largas, como os novos bairros planejados (Jd. Canadá, Olhos D’agua)”.

Heribert diz que Araraquara está num processo de desenvolvimento muito maduro

Perguntado se é aceitável o tempo que o empreendedor tem que esperar para tirar o projeto do papel, Heribert resumiu que hoje vê isso como um processo arcaico. “Em plena revolução digital, ainda imprimimos nossos projetos em papéis para aprová-los com o município. Em todas as esferas. Mas isso não é caso específico da nossa cidade, mas sim do país.

Infelizmente isso se traduz em burocracia, perda de tempo e principalmente demora no desenvolvimento das cidades, o que é algo cultural do país. É um atraso que custa caro todos os dias, em todas as cidades que atuamos.

Em média, para áreas já loteadas, aprovamos projetos em 10 meses. Quando o processo envolve lotear o terreno para se fazer um condomínio, leva-se em média 2 anos”, concluiu.