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COB defende adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021

Por conta da pandemia do Coronavírus, Comitê brasileiro é contra a realização dos Jogos este ano

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Crédito: Divulgação

Por meio de publicação, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) informou que defende o adiamento dos Jogos Olímpicos do Japão, que está confirmado entre os dias 24 de julho de 9 de agosto, para o ano de 2021.

A posição vai ao contrário que o Comité Olímpico Internacional (COI) e o governo japonês pensam, reforçando que os jogos sejam realizados com a data inicialmente prevista.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também havia manifestado a intenção de adiamento da competição. Tanto COB, como o CPB, fecharam os seus centro de treinamentos no início desta semana.

Os comitês defendem o adiamento dos Jogos, devido a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), que se agravou nos últimos dias em todo o mundo.

Confira a nota na íntegra publicada pelo COB:

“O Comitê Olímpico do Brasil defende a transferência dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto.

A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia do COVID-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global.

‘Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude’, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona 1992.

O COB ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional (COI) de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada.

‘O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade’, completa Paulo Wanderley.

Desde o início da pandemia, o COB tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores do Comitê. Ha uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os Jogos e determinou na terça-feira o fechamento total do CT Time Brasil”