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Especial Guerreiras Grenás: Treinador exalta superação do elenco e trabalho da comissão técnica

Campeão em 2015, Leonardo Mendes é o segundo entrevistado pelo portal RCIA Araraquara

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Leonardo Mendes comandou as Guerreiras na conquista da América - Crédito: Divulgação

A série de três entrevistas da RCIA Araraquara sobre o primeiro título das Guerreiras Grenás da Libertadores 2015 continua e o entrevistado desta vez é o treinador Leonardo Mendes, o comandante campeão da América.

Atualmente, o profissional exerce o trabalho na equipe Sub-20 masculina da Locomotiva, onde tem ajudado o clube na revelação de novos valores para o futebol profissional.

Voltando quatro anos atrás, Mendes lembra com carinho da conquista, que teve momentos turbulentos, assim como Daiane relatou em sua entrevista.

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“Foi um momento especial, ainda mais pelo desmanche que teve na equipe e por termos jogado com muitas meninas jovens, sendo que seis titulares não tinham nem 20 anos”, recorda o treinador.

“Mas representa também um trabalho sério, que mesmo com as dificuldades que tivemos naquele ano, seguimos com nossas convicções e conseguimos voltar da Colômbia com o título”, destaca.

Um dos diferencias também pela conquista do título inédito, além das jogadoras, foi o trabalho de sua comissão técnica.

Jogadoras e comissão comemoram o título da Ferrinha na Colômbia – Crédito: Divulgação

Nas dificuldades de se obter informações dos adversários, o analista de desempenho, Zequinha Belizário, conseguiu um detalhe importante que ajudou e muito as Guerreiras Grenás a alavancarem a primeira vitória diante do Espuce-EQU, na fase de grupos.

“Tínhamos poucas informações e nenhum jogo completo, apenas alguns vídeos que buscamos na Internet. Lembro que o Zeca fazia esse trabalho e ele tinha achado um vídeo da equipe do Equador com algumas cobranças de pênaltis, e um simples detalhe ajudou muito, já que na nossa estréia, quando o jogo estava 0x0, nossa goleira Amanda defendeu um pênalti”, relembra. O jogo terminou 5 a 0 para a Ferroviária.

O formato do torneio não ajudava muito se comparado com o de hoje. Eram três grupos com quatro equipes em cada. Porém, avançavam os três primeiros de cada chave, mais o segundo melhor colocado entre os grupos. As Guerreiras passaram na primeira colocação com sete pontos, mesmo número somado pelo UAI Urquiza, mas acabou levando vantagem no saldo de gols.

ADVERSÁRIO DIFÍCIL

Um adversário que chamou atenção naquela competição foram as argentinas do UAI Urquiza. Na fase de grupos, as equipes empataram por 0 a 0, em um confronto bastante equilibrado.

“Foi uma equipe muito forte que enfrentamos e nesses últimos anos se consolidou, com participações consecutivas na competição. Vale lembrar que depois da Taça Libertadores, trouxemos três jogadores dessa equipe”, lembra.

As jogadoras que fizeram parte da equipe afeana na temporada seguinte foram a lateral-direita Amanda Barroso (frequentemente chamada para a seleção argentina), a meia Mariana Gaitán e a atacante Paula Ugarte.

Paula Ugarte (esq.) e Mariana Gaitán foram as argentinas contratadas pelo clube grená – Crédito: Divulgação

Misteriosamente, Barroso havia se apresentado ao clube e, no dia seguinte, decidiu voltar para o futebol argentino, frustrando os planos da comissão técnica na época. Gaitán e Ugarte permaneceram no clube grená até o fim de 2016.

As três estão novamente no Urquiza e disputarão esta edição da Libertadores.

DIFERENTE

Por ter feito parte daquele “milagre”, Mendes vê hoje as Guerreiras Grenás sob o comando de Tatiele Silveira muito mais preparadas e experientes, podendo ser um diferencial para os confrontos no torneio sul-americano.

“É um perfil bem diferente de equipe, por termos esse ano varias jogadoras com muita bagagem e experiências internacionais, diferentemente daquela equipe. Contudo, não tenho dúvidas que essas atletas podem contribuir muito por já conhecerem os atalhos da competição dentro e fora de campo”, conta.

Das jogadoras que estavam na conquista de 2015 e estão presentes hoje no elenco, são a zagueira Luana, a lateral-esquerda Barrinha, a meia Rafa Mineira e a atacante Nenê. Nuéli Silveira, a Nuty, também estava presente e hoje é supervisora do futebol feminino.

CONFIANÇA NO BICAMPEONATO

Assim como em 2015, Mendes crê que a equipe chegue na fase final do torneio. Além de possuir uma base sólida, o treinador acredita que o trabalho de toda a comissão técnica e de quem está na “retaguarda” do clube para poder fazer toda a diferença.

“Quando conquistamos o título, tinha muita gente boa por trás, profissionais capacitados, como Marcius Ferrer (fisiologista), José Carlos Rosa (preparador físico), Zequinha (analista), além de toda experiência e sabedoria do Douglas Onça (ex-treinador e auxiliar das Guerreiras Grenás). Como este ano, além de uma grande e competente comissão técnica, tem a Lorena e a Nuty, que estão fazendo um trabalho formidável. Torço muito para que a Ferroviária vença, e claro que a Tatiele leve a equipe ao êxito”, declara.

Hoje, Leonardo Mendes comanda a base do time Sub-20 masculino – Crédito: Tiago Pavini / Ferroviária S/A

A Libertadores acontece entre os dias 11 e 27 de outubro, em Quito, no Equador. A Ferroviária está no Grupo B, ao lado de Deportivo Cuenca-EQU, Estudiantes de Caracas-VEN e Mundo Futuro-BOL.

O clube estreia nesta sexta-feira (11), às 21h30 (horário de Brasília), diante do Mundo Futuro-BOL, no estádio Casablanca.