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Morre, aos 87 anos, Diede Lameiro, ex-técnico da Ferroviária

Técnico foi marcante na história do clube, participando da primeira conquista do Troféu do Interior de 1967 e levou a equipe a disputa da Taça de Ouro de 1983

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Diede Lameiro sendo entrevistado pelo então repórter, Ivan Roberto Peroni, pela rádio A Voz da Araraquarense, em 1967

Faleceu na noite desta terça-feira, aos 87 anos, Diede Lameiro, ex-técnico da Ferroviária nos anos 60.

Ele estava internado em um hospital da cidade de São José dos Campos, onde residia, mas a causa da morte não foi revelada. O velório está sendo realizado na Urbam, na manhã desta quarta-feira. O corpo será cremado e sepultado, às 16h, na cidade de Jacareí. Deixou a esposa Wilma e também três filhos, oito netos e oito bisnetos.

Diede José Gomes Lameiro é natural de Casa Branca, interior de São Paulo. Apesar da grande ligação com o futebol, iniciou carreira como jogador de basquete pelo Tênis Clube de São José dos Campos.

Já no campo de futebol, ganhou notoriedade não dentro das quatro linhas, mas no banco de reservas.

Em 1967, chegou a Ferroviária a pedido do diretor de futebol, Dorival Silvestre (pai de Dorival Júnior), e com aval do presidente, com aval do presidente Aldo Comito. A missão era substituir o técnico Manga, que havia deixado o cargo naquele momento. Com apenas 33 anos, comandou o time grená e conseguiu a sua primeira façanha ao conquistar o primeiro título do Troféu do Interior, entregue pelo jornal Folha de São Paulo.

No ano seguinte, permaneceu no clube e levou a equipe ao honroso terceiro lugar no Paulistão de 1968, sendo esta a melhor colocação grená na história da competição.

Ele trabalhou ainda mais três vezes na Locomotiva. O retorno aconteceu em 1980, comandando a equipe em 18 oportunidades. Porém, em 1982, viveu outro auge e terminou na sexta colocação do Paulistão, classificando o clube para a Taça de Ouro de 1983, o Campeonato Brasileiro daquela época

Lameiro acabou deixando a equipe ainda em 82 e retornou após a disputa do Brasileiro de 1983 para o Paulista.

Ao todo, foram 99 jogos, obtendo 39 vitórias, 30 empates e 30 derrotas. Foram 133 gols marcados e 113 sofridos.

O técnico passou ainda por Figueirense, São Paulo e Palmeiras. No São José, foi dirigente e ajudou a montar a equipe do Águia que ficou com o vice-campeonato do Paulistão, em 1989.

Com informações do blog “Ferroviária Em Campo”, de Vicente Baroffaldi