
Se escorando em uma crise econômico-financeira desde que assumiu a Prefeitura de Araraquara em 1º de janeiro de 2025, o Governo Lapena chega ao extremo de anunciar um Gabinete de Crise em Araraquara, mesmo distante de técnicos ou especialistas no assunto e faz Araraquara viver um período trágico em sua história, impotente de buscar saídas que restabeleçam a serenidade progressista que o município sempre buscou pautar.
O “gabinete de crise” anunciado pela própria administração se reúne nesta manhã de quinta-feira, por volta das 08h20, de acordo com o convite encaminhado pela Prefeitura Municipal através da sua assessoria de comunicação. A nota explica que na oportunidade – serão apresentados esclarecimentos e informações sobre a paralisação da empresa Soluções.
Na manhã de ontem esse “gabinete de crise” já teria se reunido para formatar uma agenda de esclarecimentos sobre a saída da empresa Soluções, terceirizada que cuida da limpeza de prédios públicos na área da Educação, e a quem, o município estaria devendo cerca de R$ 10 milhões. Segundo o governo – a presença dos profissionais de imprensa é fundamental para ampliar a divulgação das informações e garantir o acesso da população aos esclarecimentos sobre o tema.
Na manhã desta quarta-feira, o secretário de governo Leandro Guidolin, ratificou a crise e destacou a dívida com a empresa que teria reivindicado pelo menos R$ 5 milhões para dar continuidade ao contrato com a Prefeitura. No entanto, não houve acordo, pois, o município ofereceu apenas cerca de R$ 900 mil, insuficiente para manutenção dos trabalhadores em atividade.
Guidolin por diversas vezes comentou que – a administração anterior teria deixado empenhada uma dívida de R$ 6 milhões com a empresa, porém o governo atual, não teria conseguido pagar o valor anunciado e com apenas 20 meses de gestão já estaria devendo mais R$ 4 milhões, totalizando os R$ 10 milhões a se confirmar o cenário de valores pendentes.
Para o governo atual que não tem perspectivas de obter recursos extras – em curto ou médio prazos – o momento é oportuno para dar explicações à população que neste momento está sujeita a enfrentar a reformulação da Planta Genérica de Valores (PGV), que serve de base para o cálculo do IPTU, a partir do ano que vem, cujo projeto está na Câmara para discussão e votação.
Neste caso, cerca de 18 mil imóveis com valor venal de até R$ 150 mil devem ficar isentos do IPTU a partir de 2027, estimando, contudo, subir a arrecadação total do imposto de R$ 126 milhões para R$ 162 milhões (alta de 28,5%), havendo cobrança de alíquotas maiores para imóveis mais valorizados e de maior padrão.
Para impor o novo projeto o governo atual usaria dados de mercado, topografia e imagens aéreas para atualizar valores que estariam defasados (a última grande revisão ocorreu em 2017), tentando reparar o caos financeiro que – acontece quando as dívidas se acumulam, o dinheiro acaba antes do fim do mês e o controle sobre os gastos é perdido.













