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Grupo Zambianco: nova geração assume o comando de um dos mais importantes grupos do agro

Paulo Ricardo Zambianco Campos chega ao MasterCana Brasil & Award 2026 entre os Mais Influentes do Setor

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Paulo Ricardo Zambianco Campos, diretor-geral do Grupo Zambianco

Aos 37 anos, Paulo Ricardo Zambianco Campos, diretor-geral do Grupo Zambianco, representa uma nova geração de gestores do setor sucroenergético. Reconhecido entre os Mais Influentes do Setor no MasterCana Brasil & Award 2026, ele lidera uma estrutura familiar centenária que processa cerca de 2,3 milhões de toneladas de cana por safra em duas unidades industriais. A cerimônia de premiação será realizada em 26 de outubro, no Trio Trivento, em São Paulo (SP).

Sua trajetória começou aos 15 anos, na oficina da empresa, ao lado de quatro primos. A primeira tarefa foi recuperar parafusos usados, separando-os por tamanho e preparando-os para reutilização. A experiência traduzia uma filosofia familiar: pertencer à família não significava ter privilégios, mas assumir responsabilidades maiores.

Formado em Engenharia de Controle e Automação, Paulo também realizou especializações no Insper e na ESALQ. Em 2019, participou da implantação da governança corporativa do grupo. Após um período de avaliação para integrar a estrutura executiva, assumiu a direção-geral cerca de dois anos depois.

CINCO GERAÇÕES DE EVOLUÇÃO NO GRUPO

A história do Grupo Zambianco remonta a 1923, quando o tataravô de Paulo, imigrante italiano, adquiriu a Fazenda Santo Antônio, onde já existia um engenho para fabricação de cachaça.

Desde então, as gerações da família conduziram diferentes etapas de evolução dos negócios: da cachaça ao álcool, depois ao açúcar, acompanhando as transformações do setor.

Hoje, as duas unidades, localizadas nas regiões de Tietê e Assis — esta última no município de Platina, em São Paulo —, somam aproximadamente 2,3 milhões de toneladas de cana processadas por safra.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

O planejamento estratégico do grupo contempla o estudo de novas oportunidades de negócio, especialmente o etanol de milho. A decisão, porém, depende da consolidação dos investimentos recentes na unidade de Assis, que passou por uma ampla modernização industrial nos últimos três a quatro anos.

Já o combustível sustentável de aviação (SAF) é acompanhado com mais cautela. Para o executivo, o momento exige avaliar as oportunidades sem comprometer a capacidade de investimento da companhia.

“Cada geração da família contribuiu para um salto de crescimento. O dever da nossa geração talvez seja manter tudo de pé e estudar a revolução tecnológica que está tendo no setor”, afirma.

RECONHECIMENTO

Paulo admite que não imaginava receber uma premiação dessa dimensão, especialmente por reconhecer entre os homenageados, lideranças históricas do setor. O reconhecimento também tem significado familiar: Ayrton Zambianco, atual presidente do conselho, recebeu o prêmio no ano anterior.

O diretor-geral dedica a conquista à memória do avô, Emílio Bortoleto Zambianco, e aos familiares que participaram da transição de gerações.

“Esse prêmio, na verdade, é de toda uma geração. Ele não é só meu”, destaca.