José Carlos Magdalena, anunciou no começo desta noite de sexta-feira (10) que encerrou o acordo que o mantinha em atividade na EP FM, dirigindo o Jornal da EP, de abrangência regional. Horas antes de definir o seu futuro no jornalismo em nossa cidade, Magdalena havia conversado com o jornalista Ivan Roberto Peroni, do RCIA, explicando que estava saindo para uma reunião com diretores da emissora – mas que já decidira encerrar o seu ciclo no rádio-jornalismo.
Magdalena criou o Jornal da EP com a equipe que levara da Morada do Sol, onde permaneceu por cerca de 42 anos e fez sua estreia em 14 de outubro de 2024 na rádio que acaba de deixar. Neste período de 18 meses arrastou milhares de ouvintes e seguidores, atingindo um público diversificado que deu status a EP, colocando-a como uma das mais ouvidas no interior.
Contudo, algumas situações surgiram nos últimos meses acompanhadas pela suposta tentativa de barrar sua liberdade de expressão e talvez tenha sido este um dos motivos do desacordo entre as partes, pois o jornalista sempre combativo procurou seguir uma linha de pensamento, aliada a ousadia e a forma de colocar em prática o seu profissionalismo.
Magdalena, acordando de segunda a sexta por volta das 04 horas da madrugada com o objetivo de preparar o programa jornalístico, alia a essa falta de liberdade para se expressar, outro importante motivo para uma decisão que visa, a partir de agora, dispor de mais tempo de permanência com os familiares: “Sempre tive bons colegas ao meu lado, dedicados e compreensivos e, eles saberão dar continuidade ao legado que estamos deixando”, ressalta.
Mas, o jornalista não vai parar: anuncia que estará nas redes sociais, informando e opinando, seguindo com o mesmo formato crítico quando for necessário: “O que busco neste momento é tempo para viver, e, conviver com os amigos e familiares; dentro do rádio-jornalismo creio ter dado minha contribuição, afinal foram longos 50 anos. Agora, fiz uma opção pela carreira solo”, comentou.
Sobre as críticas feitas a religiosidade de parte da população e que talvez tenha sido o estopim para decidir o futuro-solo, assegura que o que aconteceu é página virada: “Fiz um pedido público de desculpas se o meu posicionamento não foi bem compreendido, não me considero ateu e sou constantemente fervoroso nas minhas orações”, disse.