
O criminoso Gralber Compri, apontado como integrante da alta cúpula do PCC, foi preso no Guarujá (SP) nesta quarta-feira (07). Ele era considerado foragido e foi capturado em uma ação conjunta entre a Polícia Militar e a Polícia Federal dentro de uma academia de ginástica localizada no bairro Enseada.
Compri era procurado pela Justiça com base em um mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Hauler, deflagrada pela Polícia Federal na cidade de Araraquara (SP), sua terra natal.
Condenado definitivamente a 17 anos de reclusão por lavagem de dinheiro em um esquema que movimentou mais de R$ 74 milhões, ele se destaca no mundo do crime por ser da facção criminosa e ter passado pela Penitenciária de Presidente Venceslau e mantido contato direto com Marcola.
Na ação da Polícia Militar e Polícia Federal, Compri foram apreendidos celulares, documentos e cartões falsos. Após a confirmação da identidade, foi levado à Delegacia da Polícia Federal em Santos para os procedimentos legais, enquanto os materiais passam por análise de inteligência.
A CRIMINALIDADE
As investigações da Operação Hauler, coordenada pela Polícia Federal de Araraquara em conjunto com o GAECO (Núcleo Ribeirão Preto), avançaram com a prisão recente de uma liderança do PCC vinculada ao esquema.
Deflagrada originalmente em 11 de setembro de 2025, a operação mirou uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional e associação criminosa.
O grupo coordenado por Gralber, segundo consta seria dividido em dois núcleos que operavam com empresas de fachada, laranjas e lojas de carros de luxo para ocultar e movimentar dinheiro de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.
A 3ª Vara Criminal de Araraquara determinou o bloqueio de mais de R$ 74 milhões em contas bancárias, além do confisco de veículos e imóveis de luxo.
Na largada da operação no ano passado, foram cumpridos 4 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão em Araraquara, Matão, Ribeirão Preto e Santos. Duas pessoas foram presas em Araraquara na data de deflagração.
Na época, cerca de 40 automóveis foram alvos de busca. Na concessionária e nas residências dos envolvidos, foram confiscados 18 carros e 2 motos de alto padrão, incluindo um carro da marca Porsche avaliado em R$ 700 mil e uma motocicleta de R$ 150 mil.













