A cultura de Araraquara e da região está de luto. Morreu nesta quinta-feira, 17 de setembro, aos 66 anos, o músico e sambista Carlos Alberto do Amaral, conhecido como Carlos Amaral. Ele enfrentava um câncer e não resistiu às complicações da doença.
A morte foi confirmada por familiares e pela Prefeitura de Araraquara, que manifestou pesar pela perda do artista, considerado uma das figuras importantes da história recente do samba e da cultura negra no município.
A relação de Carlos Amaral com a música começou ainda na infância. O artista iniciou sua trajetória na percussão da tradicional Escola de Samba Pra Frente Brasil, dando os primeiros passos em uma carreira que seria marcada pela dedicação ao samba e ao carnaval.
Ao longo dos anos, Amaral ganhou projeção com a criação do grupo Só Pagode, projeto que posteriormente se transformou no Magnatas do Pagode. Com a banda, levou o nome de Araraquara para diferentes palcos e ajudou a fortalecer a presença do samba produzido na cidade no cenário musical.
Além da atuação artística, Carlos Amaral também teve participação importante na abertura de espaços para músicos negros no mercado de entretenimento local. Sua trajetória esteve ligada à valorização da cultura negra e ao enfrentamento do preconceito no meio artístico.
A contribuição de Carlos Amaral para a cultura de Araraquara também foi reconhecida institucionalmente. O sambista recebeu da Câmara Municipal o Diploma de Honra ao Mérito, em reconhecimento à sua trajetória artística e à contribuição para a cultura do município.
Ao longo de décadas, Amaral construiu uma história que ultrapassou os palcos, tornando-se uma referência para músicos, sambistas e integrantes da comunidade cultural de Araraquara.
O velório e a cerimônia de despedida acontecem nesta quinta-feira, no Lírios Cerimonial, em Araraquara. Familiares, amigos, músicos e integrantes da comunidade do samba se reúnem para prestar as últimas homenagens ao artista.
Carlos Amaral deixa uma trajetória marcada pela música, pelo carnaval e pela defesa da cultura, além de um legado que permanece na memória do samba de Araraquara.