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Morre aos 94 anos, Elidia, a mulher que fabricava vinho de qualidade na Vila Xavier em Araraquara

Elidia Pignatti Frare produzia vinhos, sendo uma fabricante rara em Araraquara, juntamente com seu marido Hermano que faleceu anos atrás. Ela contudo seguiu em frente e com orgulho juntava familiares e amigos para confraternizações, uma delas a Festa do Vinho que realizava anualmente em sua casa. Elidia foi sepultada nesta manhã de terça-feira no Parque dos Lírios.

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Elidia na adega em sua casa

Araraquara perdeu nesta terça-feira (14) Elidia Pignatti Frare, a matriarca de uma família que se juntava anualmente em uma festa que ela organizava para que os convidados saboreassem o vinho que ela mesmo, por mais de 60 anos, produziu em sua casa na Vila Xavier.

Elidia ao longo do tempo se apaixonou tanto pela produção, que construiu uma adega, e, apoiada pelo marido Hermano Frare era a anfitriã a receber com alegria os amigos, parentes e filhos, netos e bisnetos que vinham de toda parte como Bahia, São Paulo, Santos, São João da Boa Vista, Rio Claro e até da Alemanha.

Momento de envazar o vinho e isso ela fazia com maestria

O encontro seguiu ritual tão forte que lá pelos anos 80 as taças passaram a ser cunhadas caprichosamente com o nome da vinícola caseira: Santa Emília, resgate de um passado encantador, contando sempre que a vinícola de seu pai se chamava Santa Emília talvez em homenagem a avó que se chamava Emília.

Quando a mulher foi batizar o vinho que produzia, não tinha essa lembrança de que a vinícola do pai se chamava Santa Emília e assim deu ao vinho o nome que sempre trouxe a ela doces e ‘embriagadas’ recordações.

Com uma vida simples, o casal na verdade sempre procurou criar os filhos nos laços da união. Elidia comentava com as amizades próximas que para ela, o vinho sempre foi algo sagrado, trazendo gostosa lembrança da infância e dos familiares.

Para os convidados, como num sintoma de discurso à volta da mesa, as pessoas se sentiam verdadeiramente privilegiadas, não só por provarem o delicioso vinho produzido por Elidia, mas pelo efeito e a sensação que ele provocava, brindando a amizade, os laços de família, num festivo momento de alegria por estarem juntos.

Viúva de Hermano por cerca de 8 anos, Elidia foi velada em uma das salas do Memorial Fonteri nesta manhã de quarta-feira e por volta das 10h, sepultada no Cemitério dos Lírios. (Fotos: João Carlos)

Um dos momentos – a ser eternamente lembrado – em que o casal Hermano-Elidia comemorava a chegada dos familiares para a sua Festa do Vinho Caseira