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“Pão de Queijo” é preso pela Polícia Militar ao invadir novamente o Campus e querer pichar a Unesp

Na semana passada, o invasor – pré-candidato a deputado já havia invadido o Campus da Unesp - para impedir os alunos de se manifestarem pró-melhorias no ensino paulista. Nesta sexta-feira ele voltou com latas de tintas para pichar o prédio da Unesp sendo contido por estudantes e o advogado Geraldo Magela, sendo levado para o Plantão Policial.

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Pão de Queijo preso na Delegacia de Polícia após retomar invasão

Levado por um camburão da Polícia Militar – Hagara do Pão de Queijo – cujo nome na realidade é Hagara Espresola Ramos – político residente em Ribeirão Preto está detido na Delegacia de Polícia em Araraquara acusado de retomar os ataques contra as instalações do Campus da Unesp. O fato se deu por volta das 10 horas desta sexta-feira (22) e Hagara estava acompanhado novamente de amigos que apoiam sua ideologia política – insana.

Na semana passada, o invasor – pré-candidato a deputado já havia invadido o Campus da Unesp – para impedir os alunos de se manifestarem pró-melhorias no ensino paulista. Na oportunidade ele rasgou cartazes e agrediu os estudantes que organizavam o movimento. Na terça-feira ainda os alunos se dirigiram à Câmara Municipal e discursaram na Tribuna Livre, durante a sessão ordinária do Legislativo.

Hagara nesta sexta-feira tinha outro objetivo: pichar as paredes do Campus pois trazia na bagagem latas de tinta, contudo foi barrado e voltou a ter impulsos de violência empurrando os universitários, cessando seus instintos bestiais ao ter pela frente o doutor Geraldo Magela, advogado da UNESP. Com a chegada da Polícia Militar o invasor recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao plantão policial na Avenida Sete de Setembro.

Advogado Geraldo Magela discute com invasor em área do Campus

Hagara é um empresário, influenciador e político conservador de Ribeirão Preto (SP), conhecido por vídeos de fiscalização e críticas contundentes à administração municipal. Em 2026, ele já vem atuando como pré-candidato a deputado federal pelo Avante.

Contra ele pesa neste momento a denúncia de ter invadido o Campus da Unesp em Araraquara durante movimento pacífico dos estudantes visando reivindicar melhorias no restaurante da universidade e no próprio no campo educacional, sendo a contratação de professores uma das maiores exigências do corpo estudantil.

Em dezembro de 2025, o Ministério Público denunciou Hagara por crimes cometidos durante uma fiscalização sanitária no Mercado Municipal em Ribeirão Preto, rejeitando acordo de não persecução penal devido à gravidade das ameaças contra servidores. Em Araraquara, contudo, o pré-candidato, segundo o aluno Pedro Lins teria passado dos limites. “Ontem um criminoso e troglodita invadiu a nossa universidade e rasgou cartazes, quebrou cadeiras, enforcou alunos, bateu em meninas. Isso é um absurdo”, comentou o denunciante na Tribuna Popular.

Os atos praticados pelo político já tinham visalisado nas redes sociais com a acusação de que a Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (FCLAr), da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), havia amanhecido piquetada, conforme deliberação da última assembleia estudantil da unidade, que aprovou paralisação voltada ao estado de greve, com assembleias dos cursos ao longo da semana para deliberar sobre a adesão à greve unificada das estaduais paulistas.

Diante da mobilização que os universitários consideram legítima em defesa da universidade pública, Hagara acompanhado de assessores invadiu a unidade com o objetivo de atacar o movimento estudantil e produzir conteúdo político provocativo para suas redes.

HOMEM RETORNA E INVADE OUTRA VEZ A UNESP