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Pedreiro acusado de matar colega de trabalho no Vale do Sol em Araraquara é condenado a 30 anos

O julgamento ocorreu nesta terça-feira; além deste crime, soma-se à tentativa de matar outro colega de 20 anos que também morava no alojamento na Avenida Geraldo Neves Junior, Vale do Sol. O autor e as vítimas trabalhavam juntos na construção civil e dividiam o imóvel.

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Polícia Militar encontrou o autor das facadas no Distrito Industrial

O pedreiro Pedro Miguel dos Anjos foi condenado a 30 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, nesta terça-feira (01). O julgamento ocorreu no Fórum Cível e Criminal da Comarca de Araraquara e determinou a pena pelo assassinato de José Edivan dos Santos, de 23 anos, e pela tentativa de homicídio contra um outro jovem de 20 anos.

O réu recebeu 23 anos de reclusão pelo homicídio consumado de José Edivan e 7 anos pelo homicídio tentado contra a vítima sobrevivente, totalizando os 30 anos de regime fechado.

Os jurados de acordo com as informações passadas ao RCIA, reconheceram as qualificadoras dos crimes, mas também aceitaram a tese de homicídio privilegiado para ambos os casos.

O crime aconteceu em abril de 2025, em uma casa compartilhada no bairro Vale do Sol. Autor e vítimas trabalhavam na construção civil. Segundo as investigações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o ataque com faca ocorreu após discussões motivadas por brincadeiras de mau gosto direcionadas a Pedro.

José Edivan foi atacado enquanto dormia numa espécie de alojamento coletivo do grupo de trabalhadores e morreu após ser atacado por golpes de faca, dados pelo desafeto. O outro rapaz também foi ferido, mas conseguiu fugir e sobreviver.

Os advogados responsáveis pela defesa, informaram que avaliam apresentar recurso contestando a dosimetria da pena. O foco será questionar a pena-base do homicídio consumado (fixada em 24 anos), argumentando que o réu é primário e não tem antecedentes criminais.

O CRIME

José Edivan dos Santos, 24 anos – foi morto com três golpes de faca durante festa de confraternização organizada pelos próprios operários, como tradicionalmente acontecia nos fins de semana.

De acordo com boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Militar que atendeu o caso no Vale do Sol, o homem já estava sem vida quando a equipe policial chegou, verificando que as facadas atingiram as costas da vítima, além do pescoço e a lateral do corpo, proximidades das axilas, parte inferior da articulação que ocorre na junção do braço com o ombro. Um outro trabalhador que participava da confraternização também foi atingido e teve que ser levado para atendimento na UPA da Vila Melhado.

Questionados pelos policiais, um dos operários disse que “Pedro (o autor das facadas) se desentendeu com Edivan e pouco depois saiu do local da confraternização, voltando armado mais tarde de uma faca, utilizada então para os golpes desferidos nas vítima que já dormiam”.