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População critica atitude de Lapena participar de enterro simbólico do PT em Araraquara antes da votação

Enterro simbólico com uso de urna funerária sepultando - Lula e PT - antes da votação nas urnas, e, a participação do prefeito Lapena segurando o caixão, foi criticado pela população que atribuiu falta de respeito a reeleição do Presidente da República e ao ser humano. Questionada, a Prefeitura optou em se manter isolada de explicações.

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Foto viralisou nas redes sociais antes da votação e das apurações nas urnas

Ao participar de um ato e se expor publicamente a críticas em um momento inadequado da política local, o prefeito de Araraquara, Luiz Cláudio Lapena Barreto (o Dr. Lapena), ajudou manifestantes a segurarem a alça de um caixão neste fim de semana — horas antes da abertura da votação para as eleições presidenciais. O ato foi interpretado como um menosprezo ao respeito devido ao adversário e, principalmente, ao lendário gestor que, por opção da maioria, acabou sendo eleito para o cumprimento de seu quarto mandato.

Para a maioria, além da indelicadeza, o prefeito teria se antecipado ao resultado do pleito e extrapolado seu grau de representatividade política no cargo, acirrando desnecessariamente uma batalha odienta que tripudia sobre os anseios da população e afasta os benefícios que poderiam advir do estreitamento da cordialidade entre o município e o Governo Federal.

Se para uns – conforme publicado nas redes sociais – faltou ao prefeito bom senso e maturidade política, outros entenderam a atitude como falta de respeito ao ser humano que era adversário do seu candidato preferido na disputa eleitoral, e a quem, horas depois, tiveram que se curvar diante da reeleição às vésperas de ele completar 81 anos de idade.

Um dos comentários feitos nas redes sociais deixa claro o grau de insatisfação até mesmo de quem votou em Lapena para prefeito: “Não é porque votei no Lapena para prefeito que dei a ele carta branca para me representar em um ato que envergonha a minha cidade, meus amigos e familiares. Confiei-lhe o meu voto para que ele cuide da educação das crianças e dê segurança aos velhos desamparados, que precisam de medicamentos e assistência no fim da vida”.

Outras manifestações foram mais contundentes: “Ele pode e deve ter suas preferências, ninguém contesta as tendências, seja de que lado for, mas um prefeito deve preservar e fortalecer constantemente seus laços com a comunidade para garantir uma gestão transparente, democrática e verdadeiramente alinhada às necessidades da população”.

Outro ponto interpretado, agora por adversários políticos, é o de que o prefeito é a liderança política mais próxima do cidadão, e o distanciamento da base comunitária costuma gerar desgaste político e ineficiência administrativa, capazes de aprofundar uma crise de relacionamento entre o município e o governo, além de ocasionar prejuízos sensíveis à comunidade.

Sobre o impasse gerado — prefeito carregando o caixão do PT e Lula -, o RCIA encaminhou demanda para assessoria da Prefeitura Municipal, buscando saber se haveria manifestações contestando as críticas nas redes sociais pelo ato do prefeito, ela disse que não, se abstendo da atitude. Assunto, pode ser assunto da Câmara Municipal nesta terça-feira (27).