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Programa “Oficinas Culturais” é finalista do Prêmio Governador do Estado para as Artes

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O projeto foi indicado na categoria “Iniciativas culturais do Setor Público”.

O Programa Oficinas Culturais, realizado pela Prefeitura de Araraquara por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundart, com o projeto “Cordas da Terra – Viola Caipira no Assentamento Bela Vista”, foi um dos 5 finalistas do Prêmio Governador do Estado para as Artes, realizado na última quarta-feira (29), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. O projeto foi indicado na categoria “Iniciativas culturais do Setor Público”.

A secretária municipal de Cultura, Euzânia Andrade, compareceu à cerimônia e agradeceu a toda sua equipe pelo trabalho realizado com muita dedicação. “Agradeço profundamente essa conquista ao professor André Peres que, juntos, iniciamos esse desafio; ao gestor de projetos, Fernando Pachiega; e a coordenadora das Oficinas Culturais, Bárbara Marchezani”, destacou. “Essa indicação reconhece a força da cultura como instrumento de transformação, valorizando nossas tradições, promovendo o acesso à arte e fortalecendo os vínculos com a comunidade.

É o resultado do trabalho dedicado de nossos educadores, alunos, parceiros e de todos que acreditam que a cultura deve chegar a todos os territórios.”

Ainda, a secretária reforçou que o reconhecimento com a indicação ao Prêmio Governador do Estado para as Artes, reafirma que investir na cultura é investir nas pessoas. “Me sinto honrada por fazer parte dessa história há 25 anos que fiz parte dessa implantação. Que essa conquista inspire novos caminhos e fortaleça ainda mais as políticas públicas culturais de Araraquara”, finalizou.

O Prêmio Governador do Estado para as Artes reconhece iniciativas da produção artística e cultural paulista. Foram, ao todo, 12 prêmios em dinheiro, no valor de R$ 35,5 mil cada, contemplando todas as categorias, exceto “Instituição Cultural”, que não teve premiação em dinheiro. Ao todo, foram distribuídos mais de R$ 400 mil em prêmios. As categorias foram: Arte para crianças, Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Incentivo à leitura, Iniciativas culturais do Setor Público, Iniciativas culturais do Terceiro Setor, Museus e centros culturais, Música, Teatro, Valorização do patrimônio cultural, e Instituição Cultural.

Os projetos finalistas foram indicados democraticamente, por meio de formulários que permitiram que, toda a sociedade, pudesse contribuir e indicar os projetos culturais que mais causaram impacto nas suas áreas de atuação e regiões, dando destaque a iniciativas locais relevantes. Assim, foram determinantes para as indicações: a relevância para o Estado de São Paulo; a importância para área específica de atuação; a excelência na realização; o impacto no cenário local, nacional e/ou internacional; e o reconhecimento de público e crítica.

Vale destacar que nas “Iniciativas Culturais do Setor Público”, o prêmio foi concedido a FACUNP Formação 2025 – Política Pública Territorializada, de Cruzeiro.

“Viola Caipira no Assentamento Bela Vista” – O projeto de Viola Caipira nasceu há 25 anos, a partir da iniciativa de Euzânia Andrade, então coordenadora de projetos da Secretaria Municipal da Cultura. Ao conhecer violeiros e mestres da cultura popular de Araraquara, identificou a riqueza dessa tradição e a necessidade de valorizá-la por meio de uma ação permanente de formação cultural.

Foi desse encontro que surgiu a ideia de implantar a Oficina de Viola Caipira no Assentamento Bela Vista, reconhecendo a viola como expressão da identidade do campo, da memória e das raízes culturais da comunidade. Desde então, o projeto vem promovendo a preservação da cultura caipira, incentivando a formação de novos violeiros e fortalecendo os vínculos entre gerações por meio da música e da tradição popular.

Hoje, a Oficina de Viola Caipira é reconhecida pelos resultados alcançados ao longo de sua trajetória. Muitos de seus alunos tornaram-se músicos profissionais, atuando em apresentações, grupos e projetos culturais, enquanto outros seguem como multiplicadores desse conhecimento em suas comunidades.

A oficina, além de formar instrumentistas, mantém viva a tradição da viola caipira, preservando um importante patrimônio cultural, fortalecendo a identidade local e garantindo que esse legado seja transmitido às novas gerações.