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Quem vai liderar as usinas nos próximos anos?

Josias Messias, CEO da Pró-Usinas, apresentou no 13º Congresso Latino-Americano ATALAC 2026 um modelo inovador para alta performance industrial

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Josias Messias, durante o evento

Em palestra no 13º Congresso Latino-Americano, executivo apresentou modelo que integra estratégia, engenharia, dados, tecnologia e inteligência neurocientífica para elevar a performance industrial

A busca por alta performance nas usinas precisa ir além da aquisição de novas tecnologias e avançar para um modelo capaz de integrar estratégia, engenharia, processos, dados e pessoas. Essa foi uma das principais mensagens apresentadas por Josias Messias, conselheiro de administração e CEO da Pró-Usinas, durante o 13º Congresso Latino-Americano ATALAC 2026, realizado nesta terça-feira (11).

Com o tema “Inteligência++ para Alta Performance Industrial”, Messias apresentou uma visão estruturada sobre os fatores que sustentam a evolução das plantas industriais e destacou que resultados consistentes são construídos em etapas.

Durante a apresentação, ele mostrou a chamada Pirâmide da Performance Industrial, que parte de Estratégia & Design e avança por Engenharia, Boas Práticas, Disponibilidade, Estabilidade e Eficiência/Rendimento até chegar ao topo: Rentabilidade.

A lógica apresentada coloca a rentabilidade como consequência de uma operação construída sobre fundamentos sólidos — e não como um resultado isolado.

DADOS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA INDÚSTRIA

Outro ponto abordado foi o papel da inteligência aplicada à operação industrial. Messias apresentou o conceito do S-PAA no centro da operação, funcionando como um “core da planta” capaz de integrar informações provenientes de laboratório, planejamento, dados em tempo real, estratégias operacionais, análises e equipamentos de manutenção.

A proposta é transformar esse conjunto de informações em recomendações e decisões, controle e otimização, alertas inteligentes, relatórios de performance e aprendizado contínuo, criando uma visão integrada da planta.

Nesse modelo, o avanço da digitalização não está simplesmente em gerar mais dados, mas em fazer com que a informação produza inteligência capaz de apoiar decisões que aumentem eficiência, confiabilidade, segurança e sustentabilidade.

O FATOR HUMANO

E onde entram as pessoas?

A apresentação também colocou o fator humano no centro da discussão.

Ao abordar a inteligência neurocientífica, Messias apresentou uma sequência baseada em exposição, inspiração, cognição, ativação e reposicionamento, chamando atenção para a capacidade humana de interpretar informações, transformar estímulos e direcionar comportamentos para um propósito.

A discussão ganhou ainda uma dimensão importante quando o executivo provocou a plateia com a pergunta: “Quem vai liderar as usinas nos próximos anos?”

Em sua apresentação, Messias dividiu as motivações desses futuros líderes em três grandes grupos: 85% necessidades, 10% ambição e 5% inspiração.

A reflexão reforçou que a transformação industrial não será exclusivamente tecnológica. O desafio estará também em preparar pessoas capazes de utilizar novas ferramentas, interpretar informações e tomar melhores decisões.

IMPLEMENTAÇÃO E CRESCIMENTO INTEGRADO

Ao encerrar a palestra, Messias deixou uma mensagem diretamente relacionada à implantação de novos modelos de gestão e tecnologia nas unidades produtoras:

“Pense grande. Comece pequeno. Mas, sobretudo, comece logo e cresça integrado.”

A frase sintetiza a proposta apresentada no ATALAC: a usina de alta performance não nasce de uma única grande transformação, mas da construção integrada e progressiva de estratégia, engenharia, processos, tecnologia, inteligência e pessoas. (Informações: Jornal da Cana)