
O comandante Sírio Magalhães Jr, Comandante Geral da Guarda Civil Municipal de Araraquara nesta quarta-feira (21) quebrou o silêncio e tentou explicar a razão do carro Onix Sedan placa FDL5H42, usado pelo Comando da GCM, estar estacionado em local próximo a um motel na madrugada do dia 18 de janeiro em São Carlos. O veículo em questão saiu de Araraquara às 23h00 e retornou por volta da 01h30, do dia 19, se mantendo fora do município por pelo menos – duas horas.
Flagrado neste local, e aparentemente sem motivação – pois até agora – as explicações inexistem, o caso motivou os vereadores da oposição – Fabi Virgílio, Alcindo Sabino, Guilherme Bianco e João Clemente, a solicitar informações sobre a denúncia realizada na ouvidoria municipal sobre a forma com que a Guarda Civil Municipal administra situações deste porte.
À imprensa o comandante da Guarda Municipal respondeu que – as denúncias divulgadas envolvendo a utilização de veículo oficial, estão sendo devidamente apuradas pelo secretário de segurança e pelos setores competentes, dentro da legalidade, da transparência e dos trâmites previstos pela administração pública.
Magalhães assegura que – caso haja comprovação de qualquer irregularidade administrativa, as medidas cabíveis serão adotadas conforme determina a legislação e os regulamentos internos, sempre respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Já sobre o veículo mencionado nas denúncias, Magalhães diz que ele não é de uso exclusivo do comandante. “O automóvel também é utilizado pelo subcomandante e outros cargos de chefia, por servidores responsáveis pela manutenção da frota, por guardas municipais que necessitam ser deslocados para cursos, palestras e atividades administrativas que demandem um veículo.”
No entanto, segue o comandante – também considero importante ponderar que interpretações precipitadas ou a divulgação de narrativas sem a conclusão das apurações podem gerar um ambiente de sensacionalismo desnecessário, desviando a atenção de questões efetivamente relevantes para a segurança pública e para os serviços essenciais prestados diariamente pela Guarda Civil Municipal.
Ainda que Sírio Magalhães tenha se manifestado, comenta um especialista em Direito Público, “as coisas ficariam mais fáceis se ele respondesse quem apanhou o carro, por que usou o carro, onde foi com o carro”. E completa: “Por que tanto mistério e demora para explicações sobre o uso do veículo por pelo menos duas horas, se ele acha que está tudo em ordem?
E completa: “Se quem usou o veículo está dentro da legalidade, não há motivo para tanto segredo”, conclui.













