Home Cidade

“Vamos ampliar o diálogo e mobilizar o Brasil pela vitória de Lula”, diz Edinho, o deputado eleito

Após encontro com Lula sobre a campanha no segundo turno, presidente nacional do PT - recentemente eleito deputado federal - destaca entre as prioridades a mobilização nos estados e o esforço para reduzir a abstenção

182
Edinho, presidente do PT, durante reunião do partido nesta semana

Após reunião da coordenação de campanha do segundo turno com o presidente Lula, nesta quarta-feira (8), no Palácio do Alvorada, o presidente nacional do PT e deputado federal eleito por São Paulo, Edinho Silva, destacou em suas redes sociais quais são as prioridades para as próximas semanas, que serão decisivas.

De acordo com Edinho, ficou definido como meta de trabalho a ampliação da coordenação da campanha em todos os estados, a abertura de diálogo com setores da sociedade que não estiveram com Lula no primeiro turno, a construção de um calendário nacional de mobilizações e o esforço para reduzir o número de abstenções.

As propostas, segundo o presidente do PT, foram respaldadas por Lula. Para Edinho Silva, o segundo turno exige uma campanha ainda mais ampla, capaz de dialogar para além da base que esteve mobilizada na primeira etapa da eleição.

“Nós precisamos ampliar a nossa capacidade de diálogo. Precisamos conversar com quem não esteve conosco no primeiro turno, inclusive com quem votou contra nós. O segundo turno exige que a gente dialogue com o conjunto da sociedade brasileira e mostre o que está em jogo para o futuro do país”, defendeu.

MOBILIZAÇÃO EM TODOS OS ESTADOS

A orientação da coordenação é ampliar a estrutura da campanha nos estados, incorporando dirigentes partidários, movimentos sociais e diferentes setores que apoiam a candidatura de Lula.

A campanha também deverá organizar um calendário de mobilizações em todo o país, com ações nas ruas e diálogo direto com a população.

“Vamos ampliar a coordenação da campanha em todos os estados e construir um calendário de mobilização nacional. É hora de ampliar a presença da campanha, conversar com a sociedade e chamar cada vez mais pessoas para participar dessa construção”, destacou Edinho.

REDUZIR A ABSTENÇÃO

Outro eixo considerado estratégico é o combate às abstenções. A coordenação da campanha de Lula pretende mobilizar os eleitores que não compareceram às urnas no dia 4 de outubro e convencê-los da importância de participar do segundo turno.

“Temos que convencer quem não foi votar. Cada pessoa que acredita que o Brasil precisa continuar avançando precisa ajudar a trazer um amigo, um familiar, um conhecido. A eleição será decidida pela capacidade de mobilização”, afirmou o presidente nacional do PT, reforçando ainda a importância do diálogo com eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno.

A estratégia é apresentar as diferenças entre os projetos em disputa e ampliar o campo de apoio a Lula.

Segundo Edinho, o segundo turno representa uma nova etapa da eleição e exige disposição para ouvir diferentes segmentos da sociedade.

O QUE ESTÁ EM JOGO

Ao deixar o Palácio da Alvorada, Edinho também destacou que a campanha deverá intensificar o debate sobre os diferentes projetos em disputa no segundo turno. Segundo ele, é necessário mostrar à população as diferenças entre as propostas e os impactos que cada projeto pode ter sobre direitos sociais, trabalho e políticas públicas.

“Não queremos uma liderança vinculada ao crime presidindo o nosso país. Não queremos também uma liderança vinculada ao fim do reajuste do salário mínimo, do reajuste do Bolsa Família e da Farmácia Popular, ou que seja contra o fim da jornada 6×1. Não queremos um projeto que faça o trabalhador e a trabalhadora trabalharem cada vez mais, sem proteção”, afirmou.

O presidente nacional do PT também apontou o risco de desorganização das políticas públicas de saúde e lembrou os impactos da pandemia de Covid-19 no país. “O governo Bolsonaro desorganizou todo o sistema de saúde e, durante a pandemia, 714 mil brasileiros e brasileiras morreram. Não queremos alguém que desorganize o sistema de saúde. Não queremos o Brasil novamente no mapa da fome. Não queremos que o Brasil seja destruído. Queremos um Brasil de futuro”, disse.

Para Edinho, mesmo eleitores que tenham críticas ou divergências em relação ao presidente Lula precisam avaliar o que está em jogo no segundo turno. “As pessoas podem até não concordar com o presidente Lula, podem divergir dele, podem criticá-lo mais ou menos. Mas o Brasil inteiro sabe quem é o presidente Lula e sabe o que ele já fez para mudar a vida do povo brasileiro. Ele tem força para continuar fazendo as mudanças que o Brasil precisa”, destacou.

Edinho defendeu ainda que a campanha amplie o debate sobre mudanças estruturais no país, incluindo as instituições do Judiciário e o modelo político. “Precisamos mostrar ao povo brasileiro o que está em jogo e combater as mentiras. O presidente Lula já mudou muito a vida do povo brasileiro e pode continuar mudando”, concluiu.