
As equipes da Divisão de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde iniciam esta semana a primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. O levantamento tem como objetivo identificar os bairros com maior presença de focos com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
O trabalho será feito em toda a cidade ao longo do mês. As regiões são divididas em quadras e os imóveis são sorteados dentro de cada quarteirão para fins de amostragem. Após a coleta e a análise das amostras, é calculado o Índice de Breteau (IB), que relaciona o número de imóveis inspecionados à quantidade de recipientes com larvas encontradas, permitindo avaliar o grau de infestação. Segundo o Ministério da Saúde, o índice considerado ideal é igual ou inferior a 1; valores entre 1 e 3,9 caracterizam situação de alerta, e índices acima de 4 indicam risco de surto.
A avaliação é realizada a cada quatro meses, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro. Na medição mais recente, feita em outubro de 2025, Araraquara registrou IB geral de 1,2, classificado como situação de alerta. Algumas áreas, no entanto, atingiram números preocupantes, como Bueno de Andrada, cujo índice chegou a 8,89, caracterizado como risco de surto.
De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Alessandra Cristina do Nascimento, a ADL funciona como um importante indicador para o reforço das ações de controle do Aedes aegypti. “O resultado permite localizar áreas com maior concentração de larvas e identificar quais tipos de recipientes são os criadouros predominantes em cada região. Com esses dados, o município pode intensificar mutirões e campanhas de forma estratégica, priorizando as áreas onde o risco de surto é maior”, explica.
Para 2026, a principal preocupação é a circulação crescente do sorotipo 3 (DENV-3) do vírus da dengue. Segundo Alessandra, esse sorotipo não circulava de forma predominante no Estado e no País há muitos anos. “Embora os sorotipos 1 e 2 tenham sido predominantes em epidemias anteriores, a população possui baixa imunidade ao DENV-3, o que significa que grande parte da população está vulnerável a ele”, destaca a subsecretária.
Em 2025, foram registrados 17.186 casos de dengue em Araraquara.













