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Exportações de carne suína batem recorde para um mês de julho

O recorde histórico para embarque de carne suína para um mês de julho havia sido registrado no ano passado, com 61,4 mil toneladas; este mês, volume já chegou a 76,5 mil toneladas

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A exportação de carne suína brasileira está perto de bater novamente o recorde atingido em maio, com chance de chegar às 90 mil de toneladas , de acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini. Entretanto, este mês os embarques já superaram o recorde histórico para um mês de junho, que era de 61,48 mil toneladas, e chegou a 76,48 mil.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgados nesta segunda-feira (27), no caso do volume exportado, em julho deste ano já foram 76.583,335 toneladas, quantia que representa 24,55% a mais do volume total embarcado no mesmo mês do ano passado, 61.486,221 toneladas.

“Isso já era esperado, e ainda temos cinco dias úteis no mês, o que torna plausível chegar às 90 mil toneladas embarcadas”, disse Travagini.
O faturamento até o 18º dia útil de julho com as exportações de carne suína foram de US$ 162.636.124, cerca de 15,56% a mais do que foi a receita com a venda do produto em julho de 2019, que foi de US$ 140.734.932.

“Essa demanda está sendo puxada pela China, e deve continuar, enquanto o problema com a Peste Suína Africana no país não for resolvido. A expectativa é de o mês de agosto também deva ser bol, com embarques entre 70 mil a 90 mil toneladas”.

A média diária paga pela carne suína exportada nas quatro primeiras semanas do mês foi de US$ 9.035.340, quantia 47,66% superior ao valor de US$ 6.118.910, praticados no mesmo mês do ano passado.

As toneladas por média diária embarcada suína, 4.254.629 até a quarta semana do mês, são 59,15% maiores do que as 2.673.313 registradas em julho de 2019.
Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo nos primeiros 18 dias úteis de julho está estimado em 7,22%, quando comparados os US$ 2.123.649 praticados atualmente contra os US$ 2.288.885 no mesmo mês do ano passado.

“O preço pago por tonelada está no vermelho, mas ainda dentro do que era praticado no mês passado. A carne suína brasileira é mais competitiva, e mesmo com esse preço em dólar menor, na conversão em real a rentabilidade é boa”, disse.