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Preço do petróleo colapsa nos EUA e fecha em nível negativo pela 1ª vez na história

Operadores liquidaram posições de forma massiva diante da falta de armazenamento para o produto nos Estados Unidos.

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Os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos foram negociados em valores negativos pela primeira vez nesta segunda-feira (20), após operadores liquidarem posições de forma massiva diante da falta de armazenamento para o produto no país.

O mercado de petróleo sofre com a baixa demanda provocada pelo impacto do coronavírus no desempenho da economia global.

O petróleo Brent, valor de referência internacional, também recuou, mas a fraqueza não foi nem de longe tão grande quanto à do WTI, uma vez que globalmente há mais espaço disponível para armazenamento.

O contrato maio do petróleo dos EUA fechou em queda de US$ 55,90, ou 306%, a – US$ 37,63 por barril, depois de tocar uma mínima histórica de – US$ 40,32. O Brent cedeu US$ 2,51, ou 9%, para US$ 25,57.

Com o preço em terreno negativo, produtores e investidores pagaram para que o produto fosse armazenado. Não está claro, porém, se isso chegará aos consumidores, que geralmente observam os preços mais baixos sendo traduzidos em valores mais baixos da gasolina nas bombas.

POUCOS COMPRADORES; AUMENTO DE RESERVAS

O contrato de barril de WTI para entrega em maio expira nesta terça-feira (21), o que significa que aqueles que o assinaram tiveram de encontrar compradores físicos. Com o aumento das reservas nos Estados Unidos nas últimas semanas, os produtores foram obrigados a baixar o preço para fazer essa conta fechar.

Na semana passada, a Administração de Informações sobre Energia dos EUA informou que as reservas de petróleo subiram 19,25 milhões de barris, enquanto a demanda recuou 30%.

O tombo desta segunda abriu a maior diferença da história entre o contrato atual e o próximo. O contrato junho do WTI, mais ativo, terminou a sessão em nível muito superior ao maio, cotado a US$ 20,43 o barril. O spread entre os dois vencimentos chegou a bater US$ 60,76, o maior da história para dois contratos próximos.

A situação pode melhorar nos próximos dias, segundo alguns analistas. “É um pouco enganoso focar no contrato de maio”, explicou Matt Smith, especialista da ClipperData. “Há muito mais movimento nos barris para entrega em junho”, disse ele sobre o contrato, que, ainda em declínio, mantém os preços acima de US$ 20.

MERCADO PRESSIONADO

Embora países produtores tenham concordado em reduzir bombeamento e as maiores petroleiras do mundo também estejam diminuindo produção, os cortes não serão rápidos o suficiente para evitar problemas nas próximas semanas

Nas últimas semanas, o mercado de petróleo tem sido pressionado com o avanço do coronavírus. Bloqueios e restrições de viagens em todo planeta têm um forte impacto na demanda. A crise aumentou depois que a Arábia Saudita, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), iniciou uma guerra de preços com a Rússia, que não integra o cartel.

Os dois países encerraram a disputa no início do mês, quando aceitaram, ao lado de outros parceiros, reduzir a produção em quase 10 milhões de barris diários para estimular os mercados afetados pelo vírus. Ainda assim, os preços continuam em queda. Analistas consideram que os cortes não são suficientes para compensar a forte redução da demanda.

Fonte: G 1