
Quem desce a Rua Gonçalves Dias jamais poderia imaginar que no cruzamento da Avenida José Bonifácio já foi um dia – o belo Armazém do Andrade, uma das mais tradicionais famílias da nossa cidade. Era o tempo dos secos e molhados que ano depois aproveitou para batizar o seu famoso grupo.
Um armazém de secos e molhados, conta o desenhista (autor da imagem) Kiko Lopes, era um tipo tradicional de estabelecimento comercial, muito comum no Brasil entre o período colonial e meados da década de 1980, que funcionava como o antecessor dos supermercados modernos. O nome curioso descreve a enorme variedade de produtos vendidos: itens sólidos (secos) e líquidos (molhados).
Secos eram os alimentos sólidos vendidos principalmente a granel, como grãos (feijão, arroz, milho), farinhas, açúcar, sal, além de tecidos, ferramentas e utensílios domésticos.
Molhados, segue narrando o artista, eram os itens líquidos e pastosos, incluindo bebidas alcoólicas, vinagre, azeite vendidos por litro, banha de porco, querosene e óleos.
Atualmente o prédio abriga a Casanobre, loja especializada no comércio de tapetes e cortinas, uma das mais fortes do setor em Araraquara.