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As conquistas do Flamengo, pressionam o futebol paulista!

Por Adilson João Tellaroli

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Não se pode apostar que o sucesso atual do Flamengo tenha ocorrido como virtude total de clube-empresa, que parece ser a “bola da vez” no nosso futebol! Mas é inegável que os atuais dirigentes cariocas souberam sanar as finanças, elaborar um plano de conquistar dividendos e realizar boas contratações. O que se pergunta agora, é se haverá sequência positiva nesse trabalho que evidentemente merece aplausos.

A conquista do hexa-brasileiro (homologado oficialmente pela CBF) e da Taça Libertadores, trazem um viés diferente para o futebol paulista. É a pressão que será exercida sobre o chamado “trio de ferro”. Serão inevitáveis as comparações entre as administrações, o sucesso de um e o fracasso de outros.

Nesse particular, o Palmeiras será o mais exigido. Único paulista a ter as mesmas condições que o Flamengo para investir em reforços de peso, o “verdão” investiu bastante e errou muito em contratações. E ao contrário do adversário carioca, não deu oportunidade aos seus bons garotos da base. A conquista do Brasileiro do ano passado, diminuindo as pressões, trouxe esperanças de que algo iria mudar mas isso não ocorreu e o Palmeiras gastou ainda mais este ano, ficando sem nenhum título de expressão.

O São Paulo até tem um bom elenco, mas faltam jogadores de decisão. O time mostra-se impotente em algumas ocasiões, sem pegada e a contratação do técnico Fernando Diniz começa a ser questionada e muito. Sua presença na próxima temporada é uma incógnita, fruto de outro erro, dos muitos cometidos pelos dirigentes, muito cobrados de uns anos para cá. O tricolor que se orgulhava de ter ótima organização financeira, hoje corre atrás de empréstimos para resolver problemas dentro e fora de campo.

E o Corinthians, tão popular quanto o Fla, poderia investir sem medo, porque a torcida ajuda, porém está mergulhado em dívidas. A política de contratar atletas medianos, trouxe alguns resultados no passado recente, mas parece ter se esgotado. Atender a exigência dos torcedores e melhorar a qualidade do elenco com alguns jogadores de primeira linha, vai custar um dinheiro que o clube não tem.

Corre por fora, o Santos, que sem investir muito, fez uma boa campanha, porém a diretoria não fala a mesma linguagem e o treinador Sampaolli, está deixando o barco, a exemplo do que já fez Paulo Autuori, que vinha “segurando o rojão”, segundo se fala nos bastidores praianos.

É nesse cenário, que a Ferroviária entra, com a perspectiva de novos investimentos e a busca de um lugar de destaque no futebol paulista e nacional. É bom que os dirigentes analisem tudo isso para evitar o máximo de erros na administração do futebol. Dinheiro é importante, ajuda muito, mas não é tudo!

Adilson João Tellaroli – “bola branca”

** As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem,necessariamente, com as do RCIARARAQUARA.COM.BR