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O lamentável ataque à Aprosoja

Por Maria Emília Souza Taddei

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Essa semana vimos, estarrecidos, um grupo de pessoas que, se qualificam como representantes do homem do campo que, estiveram na sede APROSOJA manifestarem seu entendimento sobre o Agronegócio,  acusando empreendedores rurais, produtores de soja, cana-de-açúcar e outras comodities que, representam grande parte das nossas exportações, de serem os responsáveis pela fome da população brasileira.

Difícil compreender essa atitude vinda de pessoas que se intitulam “gente do campo”, pois estes conhecem o trabalho árduo, de lida diária e contínua, para ver se lá na frente, se obtém algum resultado, independente de sermos pequenos, médios ou grandes produtores. “O Agro é um só” como tão bem esclarece a Ministra Teresa Cristina.

A agricultura é uma atividade que demanda médio e longo prazo de resposta e depende de condições de solo e clima e do cenário econômico do seu país.

O agricultor para empreender todas as etapas da sua produção precisa  contar com um conjunto de medidas econômicas que se mantenham constantes que, demonstrem solides durante o tempo que, sua cultura demanda e a economia só se mantém estável para podermos empreender bem, se houver um relacionamento minimamente equilibrado da nossa moeda com ambiente internacional e as nossas exportações garantem parte de todo esse processo.

Então, é preciso explicar pra essas pessoas que foram pichar o patrimônio da APROSOJA que, são os produtores de soja, cana-de-açúcar, milho, carne e outros itens, em parte exportados, que ajudam a garantir a possibilidade de diversas formas de crédito para todos os agropecuaristas brasileiros e colocam sim, comida no prato dos brasileiros e contrariamente ao que disseram, promovem o combate a fome. Mas, para alimentarmos mais pessoas é preciso crescer na produção e não crescemos sozinhos, somos sempre ajudados uns pelos outros, em nossas próprias comunidades e nas internacionais.

Estamos, atualmente,vivendo um tempo de intolerâncias, violências físicas e simbólicas, crise de valores que, dizem respeito especialmente ao universo da política, justamente ela que, deveria ser um recurso para se constituir uma vida digna, de bem- estar  e cidadania para todos.

Então, acreditamos que seria um benefício para o coletivo brasileiro que, todos os integrantes desses movimentos como a Via Campesina, Movimento dos trabalhadores rurais sem terra – M.S.T. e outros movimentos filiados que, continuem unidos sim, se fortalecendo mutuamente, mas não para destruir o que existe e sim para buscar melhor formação para seus jovens, através do conhecimento vindo talvez do SENAR, SENAI que, garantem de forma acessível capacitação a esses jovens que podem ainda desenvolver outras competências como autoconhecimento, consciência social e capacidade de resolver desavenças de forma pacífica.

Assim, eles estarão mais aptos a lidar com problemas e crises, respeitando as diferenças e promovendo mudanças que podem ampliar oportunidades para todos e não expandir desigualdades.

*Maria Emília Souza Taddei, é empresária do agronegócio, associada do Sindicato Rural e integrante do Grupo Mulheres do Agro Araraquara

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do RCIARARAQUARA.COM.BR