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‘A prevenção é fundamental para diagnosticar e tratar doenças relacionadas à visão’

Segundo o Dr. Hélio Paulo Primiano Júnior, oftalmologista da Unimed Araraquara, este é o principal recado a ser comunicado no Dia Mundial da Saúde Ocular (10/07)

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75% das patologias relacionadas poderiam ser evitadas ou curadas, caso fossem diagnosticadas antecipadamente. (Foto: Divulgação)

Muitas doenças oculares não são perceptíveis em seus estágios iniciais, manifestando sinais e sintomas apenas em suas fases mais avançadas. Dentro deste cenário, a palavra prevenção torna-se fundamental para que seja realizado o diagnóstico precoce e haja sucesso na estratégia de tratamento, evitando um déficit visual, muitas vezes, permanente.

Segundo o Dr. Hélio Paulo Primiano Júnior, oftalmologista da Unimed Araraquara e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), não é incomum as pessoas procurarem o médico oftalmologista apenas quando começam a notar problemas na visão.

De acordo com a OMS, mais de 75% das patologias relacionadas poderiam ser evitadas ou curadas, caso fossem diagnosticadas antecipadamente. “A chave da saúde ocular, cujo dia é lembrado hoje, dia 10/07, está no cuidado de se precaver. E prevenir, nesse caso, é sinônimo de um acompanhamento desde o nascimento até a terceira idade”, comenta o médico.

Os exames oculares preventivos já começam no berçário, com o teste do olhinho e a avaliação de pacientes prematuros. Passam pela infância, onde se acompanha o desenvolvimento neurológico da visão que finaliza próximo dos 9 anos de idade. “Nesta fase, a visão borrada por falta de óculos e o estrabismo (olho desviado) devem ser diagnosticados para não se deixar déficits neurológicos permanentes na visão das crianças. Assim, é recomendável, minimamente, duas consultas oftalmológicas, entre os 4 e 9 anos de idade”,  pontua o especialista.

Mais tarde, na adolescência, o organismo passa por mudanças, que transformam, progressivamente, a criança em um adulto. E, nesta fase, muitas vezes, se observa uma alteração no tamanho e forma do olho, e isso se reflete em mudanças pouco a pouco nos graus dos óculos. “Uma possível estabilização pode ocorrer após os 21 anos, mas apenas exames periódicos podem confirmar isso”, completa.

Dr. Hélio Paulo Primiano Júnior, oftalmologista da Unimed Araraquara e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). (Foto: Divulgação)

ACOMPANHAMENTO CONSTANTE

A pressão nos olhos é motivo de preocupação em todas as faixas etárias, mas é na idade adulta que o Glaucoma (aumento da pressão nos olhos) é mais comumente diagnosticado. Essa é a doença que mais preocupa os oftalmologistas, pois ela é silenciosa, sem manifestar sintomas.  Seus déficits visuais são permanentes nos pacientes.

“A perda progressiva da visão inicia-se muitas vezes na visão periférica e os sintomas se apresentam apenas em fases avançadas da doença, quando acometem também a visão central, sendo o diagnóstico precoce essencial para o controle da doença e manutenção da boa visão”, alerta. Doenças como diabetes e hipertensão também afetam os olhos. E, de uma forma complementar ao clínico geral, o oftalmologista pode ajudar no diagnóstico e controle destas doenças.

IDOSOS

A terceira idade é marcada pela a presença de doenças degenerativas como a catarata senil e a degeneração macular relacionada a idade (DMRI). Com o aumento da expectativa de vida da população, tem se observado um crescimento na incidência destas doenças.

“A catarata é uma das principais causas de cegueira no mundo. Entretanto, com a realização do procedimento cirúrgico conseguimos reverter esta condição, reestabelendo, integralmente, a visão dos pacientes, quando os pacientes são afetados, exclusivamente, por esta patologia. É o que chamamos de cegueira reversível”, explica.

Entretanto, outra doença degenerativa, a DMRI, afeta a retina dos idosos. Esta doença deve ser diagnosticada o mais precocemente possível para que o tratamento apresente bons resultados.

“Na DMRI, durante as consultas periódicas podemos observar sinais iniciais da doença no fundo de olho, em fases em que a visão ainda é boa. Quando diagnosticada no início, observamos os melhores resultados com o tratamento” finaliza Dr. Hélio Primiano Júnior.