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Araraquara já registrou 199 casos de dengue este ano

Gerente de Controle de Vetores reitera que residências precisam ser verificadas constantemente para evitar criadouros

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Ao registrar 199 casos de dengue em Araraquara este ano, entre os meses de janeiro e julho, ao contrário dos cerca de 21 mil registros do mesmo período do ano passado, a Prefeitura reforça a importância da eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, o causador da doença.

Para tanto, é preciso manter limpos quintais e interior das residências, além de terrenos baldios e casas abandonadas. Todos precisam estar livres de materiais inservíveis que possam acumular água e servir de criadouro para o Aedes.

Segundo Luiz Eduardo Tagliacozzo, gerente de Controle de Vetores da Vigilância Epidemiológica, ligada à Secretaria Municipal de Saúde, é preciso fazer essa manutenção constantemente, mas principalmente agora, no período de estiagem, para evitar uma explosão de criadouros no período do calor e das chuvas.

Em entrevista ao programa ‘Canal Direto com a Prefeitura – Especial Coronavírus’, na segunda-feira (13), via Facebook do Município, Luiz Eduardo atribuiu a diminuição do registro de casos este ano a uma série de ações desenvolvidas pela Prefeitura.

A campanha ‘Todos Juntos, todo dia, Contra a Dengue’, lançada em novembro de 2019, em parceria com instituições privadas e veículos de comunicação, a contratação de pessoal como Apoiadores da Dengue, que a exemplo da Gerência de Vetores não parou de atuar durante a pandemia, e a manutenção da Sala de Situação para debater a doença na cidade, são os principais responsáveis pela situação deste ano, segundo Luiz Eduardo.

Ele também destacou as 900 armadilhas instaladas pela empresa Ecovec, que captam fêmeas grávidas do Aedes para detectar maiores quantidades de mosquitos adultos e criadouros em regiões específicas, o que antecipa as ações de combate.

Outro fator importante, para Luiz Tagliacozzo, é a colaboração da população pela continuidade de todas essas ações, que impedem a proliferação do Aedes.

“Bastam 15 minutos por semana para verificar com mais atenção se os ralos de banheiros, calhas, vasos de plantas e a piscina, por exemplo, estão limpos. Senão, em duas semanas, a situação já estará toda comprometida novamente”, adverte Luiz.

Velho problema

Nos bairros com maior incidência atual dos casos de dengue, como Carmo, Jardim Tamoio, Arangá e Almeida e Vila Sedenho, foram constatados criadouros no interior de residências habitadas, além dos detectados em terrenos mal cuidados e imóveis desabitados, pontuou o gerente de Controle de Vetores.

Vale destacar que agentes da Gerência de Controle de Vetores continuam realizando o trabalho de casa em casa, orientando a população para não acumular inservíveis.

As equipes de Apoiadores da Dengue, que visitam casas com agenda prévia, recolhem, em média, 100 toneladas por mês de inservíveis, em coletas feitas pela cidade.

“É muito importante também que a população denuncie donos de terrenos não cuidados e quem joga inservíveis nesses locais que acabam se transformando em potenciais criadouros do mosquito”, reiterou Luiz Eduardo.  As denúncias, anônimas, podem ser feitas pelo número 0800-7740440 ou pelo WhattsApp da Prefeitura: 16 – 997601190.