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Praça do Carmo se transforma em Camping

Uso indiscriminado de bebidas e drogas pelos moradores da praça sempre gera brigas e assustam a vizinhança

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Seria até interessante um Piquenique na praça, ao ar livre, aproveitar o dia de folga de quem trabalhou a semana toda, mas não é isso que acontece na Praça do Carmo.

Alcoolistas e dependentes químicos tomaram a praça para si, onde montaram um pequeno acampamento. Tem colchão, varal, torneira para banho, churrasqueira entre outros apetrechos domésticos.

Segundo moradores do entorno da praça, já não há mais sossego, muitas brigas e gritaria, especialmente durante a noite.

Mesas com toalhas e uma série de marmitex, enquanto tomavam o café da manhã neste sábado (14)

De acordo com uma vizinha que prefere não se identificar, “ninguém pode estacionar o carro em frente de casa, que logo aparece algum deles pedindo dinheiro, e se oferecemos comida eles dizem que não querem que precisam de dinheiro para passagem ou para comprar leite para o filho ou ração para os cachorros, mas já estamos cansados de ver os mesmos na praça bebendo e fazendo uso de drogas, não consigo sequer varrer minha calçada, pois eles são grosseiros quando não damos o dinheiro que querem”, afirma a vizinha da praça.

A Praça do Carmo há tempos vêm causando transtornos, onde os fiéis não podem sequer frequentar as missas tranquilamente. Em quase todas as sessões da Câmara, o vereador Gerson da Farmácia (MDB), que trabalha ao lado da praça, pede para que o Executivo tome providências a cerca destas pessoas que aos poucos estão se matando.

Nesses casos a Prefeitura de Araraquara, têm respondido que a Assistência Social da cidade só pode acolher moradores em situação caso eles aceitem ajuda.

Já quem trabalha com acolhimento na cidade acredita que é necessário que a Polícia Militar intervenha, pois não se trata de moradores em situação de rua, e sim viciados que estão nas ruas, pois a família muitas vezes já não aguenta tantos dissabores “é necessário que o poder público entre com internação compulsória, não podemos deixá-los nas praças, eles nunca aceitarão acolhimento, eles têm tudo que precisam nas ruas, porque se internariam” – diz a senhora que trabalha com acolhimento de irmãos de rua e também mora ao lado da praça.