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Variante mais agressiva representa 54,5% dos casos investigados na cidade

Nova cepa de Manaus se espalha rapidamente, infecta mais jovens e causa agravamento da doença

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Mais da metade das amostras apontaram a nova cepa em pacientes da cidade

Mais da metade das amostras de pacientes da Covid-19 em Araraquara enviadas para análise no Instituto de Medicina Tropical da USP apontaram a variante de Manaus. Das 22 que fizeram o sequenciamento genético, 12 apontaram a nova cepa, ou seja, 54,5%.

De acordo com Walter Figueiredo, diretor do Serviço Especial de Saúde (Sesa) de Araraquara, ainda não há um estudo para que se possa afirmar que esses números signifiquem que a maioria das pessoas estejam infectadas com a variante mais agressiva. “Até acho que essa variante está predominando aqui, mas não sei quanto. Talvez nos próximos dias poderemos ter uma ideia sobre isso”, opina. 

A nova mutação do coronavírus, descoberta pela primeira vez em Manaus/AM, já circula também em outros municípios paulistas, além da capital, como Jaú, Águas de Lindoia e Campinas, somando quase 30 casos. “É provável que esteja no Estado todo”, avalia Figueiredo.

Segundo dados do Ministério da Saúde, essa mutação do vírus, mais contagiosa, acomete pessoas mais jovens e leva mais rapidamente ao agravamento da doença, foi detectada em vários estados. Além Amazonas e em São Paulo, pelo menos Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Bahia e Rio Grande do Sul já registraram casos.

A Secretaria estadual de Saúde informa que, dos quase 30 casos de Covid-19 no estado de São Paulo provocados pela nova cepa, mais da metade ocorreu em pessoas que não estiveram no Amazonas nem em contato com quem tenha viajado pela região. Ou seja, a linhagem P1 está produzindo em número significativo infecções autóctones, que ocorrem sem importação.