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Amigos e familiares se despedem de Rodrigo Rasteiro, da banda Funeral

Músico foi um dos fundadores do grupo, destaque em todo o Estado na década de 90

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Rodrigão no palco, com a Funeral. (Foto: Júnior Oliveira)

Guitarrista da banda de punk araraquarense Funeral, o músico Rodrigo Rasteiro foi enterrado na tarde desta segunda-feira (17/01) no Cemitério São Bento sob muitas homenagens dos amigos e familiares. Rodrigão, como era conhecido, tinha apenas 46 anos e lutava contra uma cirrose hepática.

O baterista da banda Caramelows, Péricles Zuanon, afirma que a Funeral, ao lado de Red Hot Chili Peppers e Black Sabbath, foram os nomes responsáveis por despertar a sua vontade de “ganhar um palco”. “Rodrigo era um cara gente finíssima, sangue B, punk de verdade e que sempre me tratou com muita consideração, respeito e carinho. Foi cedo demais”, comenta.

“Aprendi muito com ele. Quando moleque, meus heróis sempre foram meus amigos mais velhos. Meu amigo ídolo musico, da banda Funeral. Quem é da minha época, sabe o que significou essa banda. Aprendi contigo o que é música boa”, completa o lutador Bié Tomikawa.

Formada em 1992, a banda Funeral fez seu nome em todo o estado de SP como um importante personagem do underground. Teve diversas formações, sempre comandadas por seus fundadores: Rodrigo Rasteiro e Henrique Rosseti (voz).

Entre 93 e 96, lançou duas demos: “Funeral” e “Mundo Sujo e Doente”. Nessa época, participaram, com destaque, do festival Skol Rock. O primeiro disco saiu em 2000, batizado de “Uma Antologia Punk”. Em 2007, gravaram uma versão rock para o hino da Ferroviária.

(Por Matheus Vieira)