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Tradicional Baile do Carmo ocorre, virtualmente, neste sábado (17/07)

Evento será transmitido gratuitamente pelo canal da Prefeitura de Araraquara no YouTube, a partir das 21 horas; banda Falso Brilhante e DJ Bogé comandam a festa

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DJ Bogé (Carlos Alberto) promete muita “música preta”. (Foto: Divulgação)

O Baile do Carmo ganha uma edição virtual nesse ano, devido às restrições no combate à COVID-19. Neste sábado, 17 de julho, a partir das 21 horas, o baile pode ser acompanhado gratuitamente pelo canal da Prefeitura de Araraquara no YouTube e na página Festa Baile do Carmo no Facebook.

A banda Falso Brilhante, há mais de 30 anos sob o comando do músico Marcos Volpe, é a convidada para essa festa tradicional na cidade. O DJ Bogé (Carlos Alberto) complementa a festa, com muita “música preta” para animar o espectador.

A apresentação do baile estará sob o comando de Costa e Sabrina Kelly, que preveem uma homenagem aos 96 frequentadores antigos do baile, de diversos Estados brasileiros, que faleceram devido às complicações da COVID 19. A saudação à padroeira da festa, Nossa Senhora do Carmo, e também ao escravo Damião, está garantida na abertura oficial do evento.

Com realização da Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Participação Popular (Coordenadoria Executiva de Políticas Étnico-Raciais) e Secretaria Municipal da Cultura/Fundart, o Baile do Carmo tem parceria com Comcedir (Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo).

BREVE HISTÓRICO

O Baile do Carmo completa 133 anos celebrando a resistência e o fortalecimento da comunidade negra que, em meados do século passado, não podia ocupar o espaço dos brancos. O evento se entremeia com a história dos negros em Araraquara.

 Alessandra de Cássia Laurindo, coordenadora de Políticas Étnico-Raciais, acredita que a importância da realização da live é “manter a tradição desta festa conhecida em todo Brasil, ajudar na divulgação aos que ainda não conhecem e, principalmente, matar a saudade dos frequentadores assíduos para que reacendam a esperança de que num futuro próximo, a participação presencial será possível.”

(Da reportagem)