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Araraquara é exemplo para municípios enfrentarem segunda onda, diz pesquisador da Fiocruz

Com a volta da epidemia na Europa e EUA, médico sanitarista alerta para o risco de uma nova onda também no Brasil

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Cláudio Maierovitch, médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz

A experiência bem sucedida de Araraquara no combate à covid-19 deve servir de referência para que os demais municípios do Brasil possam enfrentar a chamada “segunda onda” da pandemia, de acordo com o médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz, Cláudio Maierovitch.

“Fala-se muito que a doença está passando. No entanto, hoje a Europa enfrenta uma epidemia devastadora, que voltou, e os EUA estão atingindo números que nunca tinham atingido antes, durante a chamada a primeira onda”, afirma Maierovitch.

Para o pesquisador da Fiocruz, existe um grande risco que essa volta da doença, que acarretaria o aumento do número de contaminados e de mortes, também aconteça no Brasil. Para que os municípios estejam preparados, o pesquisador recomenda que o exemplo de Araraquara seja levado em consideração. “A experiência de Araraquara tem que ser tomada como ensinamento, para que todos os municípios se organizem para proteger as suas populações”, defende.

Araraquara tem a menor taxa de mortalidade por infectado com a covid-19 do Estado de São Paulo e uma das menores taxas do Brasil. Foi destaque nacional e internacional por suas políticas públicas de saúde, com testagens e monitoramento dos doentes, além do tratamento e assistência médica especializados. “Pude ter contato com várias experiências e fiquei muito impressionado com a experiência liderada pelo prefeito Edinho, como um dos grandes exemplos de como o município pode se organizar para enfrentar a epidemia”, conta o pesquisador.