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Beatlemaníacos araraquarenses comentam McCartney III, novo disco do ex-beatle

Breno Rodrigues de Paula, João Roveri e Beto Neves analisam álbum que encerra trilogia introspectiva do artista britânico

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Assim como fez nos álbuns anteriores, Paul cantou e tocou todos os instrumentos. (Foto: Divulgação)

Quando o britânico Paul McCartney, 78, anuncia algum lançamento apenas sobre a alcunha McCartney fica claro que o ex-beatle vai, simplesmente, cantar e tocar todos os instrumentos, assim como ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, com MCcartney I e II. E também fica externado que o Macca passa por algum momento, digamos, existencial.

Eis que a partir deste McCartney III, lançado no fim do ano passado, surge, curiosamente, um elo introspectivo e reflexivo que une, propositalmente, ou não, todas às obras. O primeiro capítulo foi muito afetado pelo término dos Beatles. O segundo carregou a tristeza do fim do Wings. Por fim, o mais novo retrata todo o isolamento social de Paul por conta da pandemia.

O beatlemaníaco araraquarense Breno Rodrigues de Paula reforça essa tese que o “projeto MCcartney” é sempre lançado em momentos traumáticos do artista. “Os três álbuns são maravilhosos e intimistas. McCartney III é um alento para os entusiastas da música e para todos aqueles que estão passando por esse difícil momento”, conta.

Capa do material, gravado durante a pandemia da COVID-19. (Foto: Divulgação)

O tempero experimental, com novos elementos – uma constante na carreira musical de Paul McCartney – é uma das características do material na avaliação de João Luis Roveri. “Dá para notar que a voz dele está um pouco cansada, algo óbvio pela idade, mas foi uma ótima ideia encerrar essa trilogia neste momento de pandemia. Paul, além de tudo, é um grande marketeiro”, analisa.

Beto Neves, ressalta, inclusive, toda a força do músico em realizar um projeto tão grandioso quanto esse na idade do artista. “Ele andou meio deprimido no começo da quarentena. Para um cara com o dinamismo dele, com turnês agendadas, ficar enclausurado foi bem complicado. É um bom disco, superior, aos três últimos trabalhos do Paul. Mas o meu preferido, sem dúvidas, é o McCartney I”, finaliza.

(Por Matheus Vieira)