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Doria é vaiado, e Bolsonaro, aplaudido, em formatura da PM-SP

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O governador paulista, João Doria (PSDB), foi vaiado em duas ocasiões pelo público que participava da cerimônia de formatura de sargentos da Polícia Militar do estado, realizada na manhã desta sexta-feira (11) em São Paulo. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) também participou do evento e foi aplaudido pela plateia. Doria foi vaiado nas duas vezes em que seu nome foi anunciado pelo mestre de cerimônia. No entanto, depois conseguiu arrancar aplausos ao longo de seu discurso, principalmente após dizer “a melhor Polícia Militar do Brasil está em São Paulo”.

Bolsonaro e Doria são virtuais adversários na disputa pela Presidência em 2022 e se afastaram recentemente, com direito a críticas públicas ao governador feitas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. No segundo turno da eleição do ano passado, Doria buscou, sem sucesso, uma aliança com Bolsonaro. Na semana passada, o tucano disse que o voto “BolsoDoria” ficou restrito à última campanha. O governador, no entanto, tentou deixar claro que não faz oposição ao governo federal. “Fiz questão de estar aqui presente nesta manhã para mostrar que o estado de São Paulo é parceiro das boas ações do Brasil”, pontuou. “Nós estamos alinhados com todas as boas iniciativas do governo federal.”

Bolsonaro cita morto por guerrilha Bolsonaro, por sua vez, teve recepção bastante diferente. Foi muito aplaudido pelo público e bastante assediado para pedidos de fotos, quando desceu para cumprimentar formandos e familiares. Em sua fala, o presidente não fez qualquer afago ao governador. Como já ocorrera em outros discursos, disse que deve “obediência” apenas ao povo. E também lembrou aos presentes que defendeu os policiais militares em seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), no mês passado. Bolsonaro ainda fez uma homenagem ao tenente Alberto Mendes Júnior, morto por guerrilheiros durante a ditadura militar no Vale do Ribeira, região onde o presidente viveu durante sua infância. “Um herói nacional que perdeu sua vida lutando pela nossa liberdade”, afirmou. “Combatemos a esquerda que queria, pela força, roubar nossa liberdade impondo um plano absoluto de poder. Perderam”, finalizou.

Nem Doria, nem Bolsonaro falaram com a imprensa que acompanhou a cerimônia.