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Meio Ambiente discute o Relatório de Diagnóstico e Monitoramento das Nascentes difusas do Ribeirão das Cruzes

O relatório foi apresentado pela Gerência de Planejamento, Sustentabilidade e Educação Ambiental

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A necessidade de se preservar as nascentes

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade está discutindo e avaliando o Relatório de Diagnóstico e Monitoramento das Nascentes difusas do Ribeirão das Cruzes. O trabalho foi realizado pelos técnicos da Gerência de Planejamento, Sustentabilidade e Educação Ambiental, por meio de visitas de campo e imagens de drones.

O secretário Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Carlos Porsani, destaca que o relatório aponta que a recuperação e preservação das áreas contempladas no relatório possuem grande influência na quantidade e qualidade de água produzida para a população, bem como, na absorção das águas das chuvas, evitando processos erosivos, assoreamentos, inundações e alagamentos a jusante do Ribeirão das Cruzes. “Com os impactos causados pelas chuvas no início de janeiro, ficou notório que as áreas verdes em centros urbanos vêm se tornando cada vez mais importantes para a contenção e infiltração das águas pluviais”, disse.

A importância do drone no levantamento de informações para o relatório

Segundo ele, em paralelo, o mesmo entendimento é tido pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (UNESP), que pleiteou o projeto “Restauração florestal de nascentes e matas ciliares em áreas da Microrregião Hidrográfica do Ribeirão das Cruzes, município de Araraquara/sp” junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) com vistas à recomposição da vegetação local em 18 hectares, “outro fator importante a ser observado é o reflorestamento que foi realizado na nascente do Ribeirão das Cruzes localizada no Jardim Ipanema”.

Porsani reforça que essas ações corroboram o relatório de diagnóstico e monitoramento das nascentes, “com a conclusão dessas ações se torna possível fomentar a criação de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral (UCPI) – “Reserva Biológica da Floresta Paludosa”. Para ele, a criação dessa Unidade pode ajudar a minimizar impactos ambientais causados por eventos climáticos extremos, como o último ocorrido no município. “A vegetação da área pode amortecer as águas das chuvas, diminuindo a velocidade com que chegam no Ribeirão das Cruzes evitando, dessa forma, erosões e assoreamento, bem como, enchentes a jusante do Ribeirão das Cruzes”, explicou.

Trabalhos de educação ambiental com a população local é imprescindível para o sucesso dos reflorestamentos

O coordenador de Gestão Ambiental, da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Gelson Caldeira Dantas, salienta que a área possui inúmeras nascentes e, o bioma de Floresta Paludosa, encontrado nas nascentes são extremamente sensíveis, sendo assim, a criação da UCPI pode contribuir com sua preservação e recuperação. “Preservar essas nascentes é imprescindível para garantir o abastecimento de água superficial no município para as presentes e futuras gerações, uma vez que, as águas do Ribeirão das Cruzes e de seus afluentes contribuem diretamente com o abastecimento de água superficial de Araraquara”, argumentou.

O Gerente de Planejamento, Sustentabilidade e Educação Ambiental, Valter Iost, diz que o relatório foi realizado através de visitas de campo e de imagens de drones, “A Coordenadoria Executiva de Gestão Ambiental possui um cronograma para realização do Diagnóstico e Monitoramento das Nascentes do município e, que em 2022, foi realizado nas Nascentes difusas do Ribeirão das Cruzes. Em 2023, será realizado um diagnóstico em toda extensão do Ribeirão das Cruzes e, nas nascentes do Córrego do Serralhal”. Segundo Valter, trabalhos de educação ambiental com a população local é imprescindível para o sucesso dos reflorestamentos, “Uma vez que, os moradores criam o sentimento de pertencimento ao local, passando a cuidar do ambiente”.

A beleza do interior das matas próximas às nascentes

O Agente Técnico de Serviços Públicos da Secretaria, Tiago Sant’Anna de Oliveira, acredita que o uso de imagens de drones para o diagnóstico e monitoramento se mostra promissor, uma vez, que o equipamento é capaz de monitorar áreas de difícil acesso, “Isso evita riscos à segurança do colaborador, monitora áreas com maior produtividade em comparação ao modo convencional, produz imagens aéreas com alta resolução e possui baixo custo de operação”, concluiu.