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Prefeitura mantém aulas em prédio com infiltração e parcialmente destelhado, diz Sismar

Segundo a entidade sindical, que vai denunciar situação à GRTE e ao Ministério Público, alunos convivem com mofo nas salas de aula e o laboratório de ciências está alagado; servidores relatam descaso da Secretaria de Educação

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Sismar denuncia descaso com EMEF

Parte do telhado desabado desde o dia 12 de novembro, laboratório de ciências alagado, laboratório de informática e biblioteca com infiltração, goteiras, diversas salas de aula com mofo no teto e banheiros precários: nestas condições, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ruth Cardoso, em Araraquara, segue recebendo alunos para aulas presenciais obrigatórias, denuncia o Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região.

“O problema de infiltração na escola é conhecido há pelo menos uma década e nunca foi devidamente resolvido pela Prefeitura”, relataram servidores mais antigos da unidade. “A infiltração da água da chuva nas paredes deixa o local úmido e mofo se cria na superfície. Várias salas de aula, a biblioteca, os laboratórios de ciência e informática e até a sala da direção têm mofo nas paredes e no teto. O mofo, com o qual alunos e servidores convivem diariamente, tem potencial de causar alergias e infecções para quem respira seus esporos”, continua a denuncia da entidade sindical.

PIOROU

Os sindicalistas informam que a situação na Emef Ruth Cardoso piorou no dia 12 de novembro, com o desabamento de parte do telhado da escola

Os sindicalistas informam que a situação na Emef Ruth Cardoso piorou no dia 12 de novembro, com o desabamento de parte do telhado da escola e o consequente rompimento da tubulação de uma caixa d’água exatamente sobre o laboratório de ciências. “Sem manutenção adequada por tanto tempo, a queda do telhado poderia ter se tornado uma tragédia”, acrescenta o sindicato em publicação em sua página na internet.

“Depois de quase 3 semanas, o telhado da unidade ainda está quebrado, coberto provisoriamente com um plástico preto que não resistiu à primeira chuva. A água da chuva acumula-se nas lages sobre a biblioteca e os laboratórios, causando mais pontos de umidade nas paredes e possivelmente comprometendo parte do prédio”, continua o relato da assessoria do Sismar.

O Sismar vai denunciar a situação da EMEF à Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE), para o Ministério Público do Trabalho (MPT) e para o Ministério Público Estadual (MP-SP)

“Mesmo com estas condições perigosas e inadequadas, além de banheiros interditados, sem papel e sem tampa nos vasos, e com hidrantes visivelmente irregulares, a Prefeitura mantém as aulas presenciais obrigatórias na unidade, colocando alunos e servidores em risco”, denuncia a publicação, recheada de fotos do local.

“Será que vão esperar mais alguma emenda parlamentar ou o teto de alguma sala cair na cabeça dos alunos? Será que a Prefeitura só faz manutenção dos prédios públicos municipais se for aprovada no Orçamento Participativo?”, questiona a entidade que representa os servidores municipais da Educação.

O Sismar informa que vai denunciar a situação da EMEF Ruth Cardoso à Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE), para o Ministério Público do Trabalho (MPT) e para o Ministério Público Estadual (MP-SP), para fiscalização das condições da unidade e avaliação dos riscos para os alunos e trabalhadores.

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

Questionada sobre a denúncia do Sismar, a Secretaria Municipal da Educação disse que a equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação já esteve no local e fez os apontamentos do dano. “A obra de reparo, em razão dos valores financeiros e cumprimento a legislação vigente, será licitada e envolverá também laudo técnico em 2.200 metros de telhados. As salas referidas estão isoladas e sem uso”, conclui.