Início Destaques

Araraquara perde 843 postos de trabalho no mês de maio

Setores de comércio e serviços concentraram os piores resultados

23
Até agora, Araraquara concentra saldo negativo de 2.174 postos de trabalho formal

Araraquara encerrou o mês de maio com saldo negativo para o mercado de trabalho formal. A redução nas contratações ficou concentrada nos setores de serviços (-396), comércio (-206) e indústria (-193), com o fechamento conjunto de 795 postos de trabalho, seguidos pelos setores de construção (-38) e agropecuária (-10).

De acordo com levantamento do Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o resultado de maio decorre de 1.152 admitidos e 1.995 desligados.

O movimento observado no município está em linha com os resultados constatados tanto em âmbito estadual como nacional, refletindo a atual crise sanitária e econômica na qual o país se encontra. Em nível nacional, as admissões totalizaram 703.921, enquanto as demissões 1.035.822, logo o resultado é negativo em 331.901 vagas de trabalho. Seguindo a mesma tendência, o estado de São Paulo fechou o mês com saldo de -103.985 postos formais.

Até agora, Araraquara concentra saldo negativo de 2.174 postos de trabalho formal. A variação é de -292% quando comparada ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi positivo em 1.134 vagas. “Apesar dos dados demonstrarem um cenário impróspero para o mercado de trabalho, o resultado de maio é relativamente melhor quando comparado ao mês passado, cujo saldo registrado foi de -1.193 postos de trabalho para o município”, reforça Marcelo Cossalter, pesquisador do Sincomercio.

Relação entre admitidos e desligados de jan/maio – 2020

Fonte: CAGED Elaboração: Sincomercio

De qualquer forma, com a reabertura gradual das atividades não essenciais no município, o relativo controle epidemiológico do novo coronavírus e a adoção das medidas da MP 936/20 por parte das empresas, a equipe do Núcleo de Economia do Sincomercio estima em curto prazo por uma certa manutenção das vagas formais de trabalho, o que contribuirá para a recuperação econômica na saída da crise.

Ainda assim, Marcelo reforça que o atual cenário demonstra a forte queda na atividade econômica. “Apesar do abrandamento observado no resultado de maio, é difícil, nas atuais circunstâncias apontar para uma rápida recuperação do mercado de trabalho, cuja retomada dependerá de fatores tanto econômicos, quanto políticos e epidemiológicos”.