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Bolsonaro descarta suspender reajuste a aposentados e desiste do Renda Brasil

Irritado com a equipe econômica o presidente afirmou que não criará mais o programa e que, até o fim do mandato, será mantido o Bolsa Família. Até o final da tarde especialistas afirmam que cabeças vão rolar

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O presidente Jair Bolsonaro descartou, nesta terça-feira (15/9), atender a proposta da equipe econômica de congelar os benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, nos próximos dois anos para bancar o Renda Brasil. Para encerrar o assunto, o presidente afirmou que não criará mais o programa e que, até o fim do mandato, será mantido o Bolsa Família.

No mês passado, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu o fim do abono salarial para gerar recursos ao novo programa, Bolsonaro já tinha afirmado que não iria tirar dos pobres para dar aos paupérrimos.

O clima esquentou no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro deu pulos de raiva diante das notícias de que o governo está estudando congelar aposentadorias e pensões para economizar recursos para bancar o Renda Brasil.

“Nunca vi Bolsonaro tão irritado com a equipe econômica”, diz um ministro com grande trânsito no Planalto. Dependendo do desenrolar do dia, pode ser que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenha que entregar a cabeça de alguém da sua equipe. O nome sugerido é o do secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.

Foi ele quem tornou público o estudo que está em andamento no governo em entrevista ao site G1. Ele disse que a meta era economizar R$ 10 bilhões por ano. Bolsonaro disse que, quem propôs isso, merece “cartão vermelho”.