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Sincomercio prevê queda de até 16% nas vendas para o mês de Junho

Para a principal data comemorativa do mês, o Dia dos Namorados, esta sexta-feira (12), a previsão é de que 40% dos casais não comprem presentes

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Com base nessa previsão, a FecomercioSP estima para o varejo araraquarense queda de até 16% nas vendas de junho em relação ao mesmo período do ano passado

Considerada a terceira melhor data para o comércio varejista, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães, o Dia dos Namorados nesta sexta-feira (12) deverá sofrer queda de receita na comparação com o mesmo período de 2019. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), divulgada pela FecomercioSP, e apresentam projeção de faturamento durante o mês de junho para Araraquara e outros 15 municípios paulistas, todos com expectativa de contração no rendimento mensal.

Com base nessa previsão, a FecomercioSP estima para o varejo araraquarense queda de até 16% nas vendas de junho em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando uma perda potencial de até R$ 274 milhões. Das nove atividades avaliadas, as maiores perdas devem ocorrer no segmento de móveis e decoração, com queda de 83% em relação a junho de 2019. Na sequência estão as concessionárias de veículos (-66%); as lojas de autopeças e acessórios (-59%); e o setor de vestuário, tecidos e calçados (-55%).

Projeção de faturamento para o mês de junho de 2020 (PCCV) – Araraquara

Fonte: Sefaz-SP e FecomercioSP

* Valores estimados em R$ Mil a preços de fev/20        ** Lojas de Departamento

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS

Com o propósito de avaliar o comportamento dos consumidores e captar de que forma a conjuntura atual deve afetar às vendas para o Dia dos Namorados, o Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara realizou nas últimas semanas uma Pesquisa de Intenção de Consumo por meio de questionário online. O estudo obteve participação de 60 consumidores, dos quais 53% são do gênero feminino e 47% do gênero masculino. As demais informações sobre a amostra da pesquisa são divulgadas a seguir.

Segmentações da distribuição amostral – Pesquisa de Intenção de Consumo

Fonte/Elaboração: Sincomercio Araraquara7

O estudo revela que 60% dos entrevistados pretendem comprar algo para seu parceiro este ano, enquanto os outros 40% decidiram não presentear. Destes, 65% afirmam que a decisão advém da falta de recursos durante esse momento de crise, 31% declararam que não têm familiaridade com o comércio online e vão evitar as compras presenciais pelo receio de contágio da Covid-19 e os 4% restantes não justificaram a decisão.

O valor médio gasto por pessoa deverá ser de R$ 157,06. A maior parte dos consumidores, 29%, pretende gastar entre R$ 50,00 e R$ 100,00. Cerca de 21% programaram desembolsar entre R$ 150,00 e R$ 200,00; 18% estão planejando comprar algo em torno de R$ 50,00 e, os outros 18% afirmaram querer gastar de R$ 100,00 a R$ 150,00 e, por fim, 15% deverão comprar R$ 200,00 ou mais em presentes.

Categorizando o gasto médio por classe social, o valor desembolsado pela classe baixa deve atingir R$ 78,33; para a classe média, as compras devem custar cerca de R$ 174,78 e a classe alta deve gastar, em média, R$ 157,06. Em relação a forma de pagamento, 62% vão fazer suas compras à vista, enquanto 38% pretendem parcelar os gastos.

A pesquisa revela ainda que 35% daqueles que irão presentear seus namorados escolherão o segmento de vestuário e calçados. Na sequência, os segmentos mais procurados serão o de relógios, joias e bijuterias (21%), perfumes e cosméticos (18%) e, flores e chocolates (15%). Por fim, 9% dos entrevistados vão presentear com livros, óculos ou artesanatos e os 3% restantes pretendem organizar uma viagem após o fim da pandemia.

Intenção de compra por categoria de produto – Dia dos Namorados 2020

Fonte/Elaboração: Sincomercio Araraquara

Em relação ao local de compra dos presentes, 59% optaram por realizar seus pedidos online. As compras presenciais nos estabelecimentos do centro e lojas de bairro representaram, respectivamente, 18% e 12% do total. Outros 12% pretendem ir até os shopping centers e 3% deles pretendem adquirir os produtos por meio de revendedores de catálogos.

Os números demonstram o receio dos consumidores em comparecer às lojas físicas, correndo o risco de contágio por coronavírus por conta da exposição. Neste sentido, o comércio online tem se mostrado uma opção viável para aqueles que buscam proteção sem deixar de lado o valor afetivo da data.

Metodologia – A classificação por classe de renda considera a faixa salarial respondida pelos entrevistados. Assim, aqueles que têm rendimento de até um salário mínimo (R$ 1.045,00) foram enquadrados na classe baixa. Os que recebem entre um e cinco salários mínimos (R$ 1.045,00 a R$ 5.225,00) conformam a classe média e acima de cinco salários mínimos estão os integrantes da classe alta.