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Treinadora da Ferroviária fala sobre a paralisação: “Estamos aprendendo a trabalhar com o futebol sem a prática”

Com o futebol brasileiro paralisado, Tatiele Silveira falou sobre como tem lhe dado com a comissão técnica e não teme uma ameaça na modalidade

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Crédito: Tiago Pavini / Ferroviária S/A

Paralisado desde o dia 16 de março, o futebol brasileiro ainda segue sem uma data para retorno por conta da pandemia do Coronavírus (COVID-19).

Durante este tempo, os atletas têm seguido treinamento diretamente de seus lares para manter parte da forma física. A rotina tem sido assim por parte da equipe feminina da Ferroviária.

“Hoje, nós não temos mais o contato do dia a dia. Estamos aprendendo a trabalhar com o futebol sem a prática, com muita conversa, troca de informação, análise, aí entras as relações interpessoais, que é muito diferente. A gente estava acostumado com o contato diário e a prática. Hoje, nós estamos se reinventando”, contou Tatiele Silveira.

Antes da paralisação, as Guerreiras enfrentariam a equipe do Corinthians pela 5ª rodada do Brasileirão Feminino, mas a partida foi adiada por conta da pandemia. Quase dois meses depois, a situação do futebol feminino, que progredia, parece ter sérios riscos futuramente.

Em abril, a FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol) declarou que o futebol feminino tem uma “ameaça existencial”, caso o seu crescimento não esteja assegurado por clubes e entidades. Alguns clubes no Brasil já fizeram cortes salarias de suas atletas.

“Nós também teremos que nos reinventar, sem dúvida. Mas não podemos deixar de enaltecer que a gente continua dentro das estruturas do clube. Por mais que acontece alguns cortes, nós não sabemos como vai ser isso. Já são sete semanas aqui no Brasil [de quarentena] e estamos falando de retorno de futebol, mas é uma coisa que pode acontecer mais a frente”, declarou.

“Mas, o futebol feminino sempre foi resiliente. As meninas e quem é envolvido com isso, e o mais importante disso hoje é a manutenção da modalidade”, completou.

Até o momento, a CBF encaminhou aos clubes do Brasileiro Feminino A1 e A2 ajuda financeira no valor de R$ 120 mil. A Ferroviária já recebeu este montante, mais o do time masculino, que disputará a Série D, totalizando R$ 240 mil.