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Coronavírus mata segunda criança em 48 horas em São Paulo

Já são seis vítimas com menos de dez anos no estado e a terceira nesta semana; ao todo, 4.688 pessoas faleceram com COVID-19

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Neste sábado (16), também foram confirmados 61.183 casos, com pelo menos uma pessoa infectada em 461 cidades

Em apenas 48 horas, foi registrada a morte de mais uma criança da capital vítima do novo coronavírus. Ela tinha apenas três anos e é a sexta vítima infantil no estado, a terceira nesta semana. Até este sábado (16), 4.688 pessoas morreram com COVID-19 em São Paulo. Nas últimas 24 horas, foram 2.936 novos casos e 187 óbitos.

Outras cinco crianças faleceram com a doença em menos de um mês. A primeira e a segunda foram da capital e tinham 7 meses e um ano de idade.  A terceira era de Penápolis, com 9 anos. Nesta semana, foram mais duas: uma de 4 anos, de Francisco Morato, e um bebê de um ano, da cidade de São Paulo.

Neste sábado (16), também foram confirmados 61.183 casos, com pelo menos uma pessoa infectada em 461 cidades. Já os registros de vítimas fatais estão em 212 municípios.

Passa de 10,1 mil o número de pessoas internadas em São Paulo, suspeitas ou confirmadas, sendo 3.922 em UTI e 6.231 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a COVID-19 é de 68,5% no estado de São Paulo e 83,9% na Grande São Paulo.

PERFIL DA MORTALIDADE

Entre as vítimas fatais, estão 2.779 homens e 1.909 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,9% das mortes. Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (1.137 do total), seguida por 60-69 anos (1.075) e 80-89 (902).

Também faleceram 303 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (670 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (347), 30 a 39 (197), 20 a 29 (39) e 10 a 19 (12), e seis com menos de dez anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,6% dos óbitos), diabetes mellitus (43,7%), doença neurológica (11,4%), doença renal (10,8%) e pneumopatia (9,7%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática.