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Greve: Funcionários dos Correios paralisam em protesto contra privatização

A paralisação não tem duração determinada; em Araraquara há cerca de 200 funcionários

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Desde às 22h desta segunda-feirA (17), mais de 100 mil funcionários dos Correios em todo o Brasil decidiram entrar em greve. A paralisação não tem uma duração determinada e está acontecendo como forma de protesto contra a “retirada de direitos”, a privatização da empresa e a ausência de políticas que protejam os empregados da pandemia de coronavírus.

Em Araraquara os Correios tem cerca de 200 funcionários, o Portal RCIA questionou a empresa sobre o efetivo da cidade que teria aderido a paralisação, e a informação ainda está sendo apurada.

O Secretário Geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), diz que “o governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do País, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce, que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia”.

Ainda segundo a FENTECT, entre outros benefícios, foram cortados o plano de saúde, o vale cultura e o auxílio de dependentes com deficiência. Também houve alteração na data do pagamento e no vale-alimentação.
Os Correios afirmaram por meio de nota que “não pretendem suprimir direitos dos empregados”. A empresa diz ainda que a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção é da ordem de R$ 600 milhões anuais. “As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida”.

NOTA DOS CORREIOS NA INTEGRA

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados conforme contracheques abaixo que comprovam tais afirmações.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.