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Coronel Prado revida suposta censura do PT

Veterano da Polícia Militar, Coronel Wagner Tadeu Silva Prado, protocola manifestação preliminar na Corregedoria da Polícia Militar

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Na manhã desta terça-feira (14), o pré-candidato a vice-prefeito em Araraquara, pelo Podemos, enviou nota através de sua assessoria, indicando que já havia protocolado na Corregedoria da Polícia Militar uma resposta ao Prefeito Municipal Edinho Silva (PT), ao que ele chama de censura e intimidação.

O prefeito foi à Corregedoria da Polícia Militar (órgão que investiga a conduta dos policiais militares) reclamar contra o Coronel Wagner Prado (Podemos) por um comentário em publicação na rede social Facebook

SEGUE NOTA NA INTEGRA

Em resposta à intimidação do prefeito Edinho Silva (PT), Coronel Prado (Podemos) protocolou sua manifestação preliminar junto ao órgão que apura a conduta dos policiais militares, declarando que fez a publicação oriunda da página do Facebook conhecida como “A VOZ DO POLVO” de Araraquara, em seu perfil pessoal.

A publicação refere-se às suspeitas de superfaturamento no valor de mais de 11 milhões de reais, para a aquisição de respiradores e outras contratações por meio de processos de dispensa de licitação, ocorridas durante a pandemia do Covid-19.

Durante sua manifestação, Prado destaca que a publicação foi compartilhada em sua rede privada, não tendo ligações com sua função de militar. Neste perfil, é possível notar Wagner Prado usando trajes civis, comentando os assuntos que lhe interessam, falando de viagens, amigos, parentes, acontecimentos, enquanto, em seu perfil profissional, eram feitos os comentários como oficial da Polícia Militar, fardado, falando de assuntos correlatos à segurança pública. Nos dias atuais, hoje aposentado, a página é utilizada para fins de informação de interesse público e de opinião.

Perfil pessoal:

Página do Facebook:

Prado reforça em seu texto de defesa a tentativa de intimidação feita pelo atual prefeito à livre manifestação das pessoas sobre sua gestão, “fato que até causa estranheza, já que o partido do qual faz parte sempre prega a luta irrestrita pela democracia e liberdade de expressão, garantia esta preconizada na nossa Carta maior, em seu artigo 5º, inciso IV”, disse.

Fica mais do que nítida a tentativa de intimidação de Edinho contra seus supostos “carrascos”, pois só neste ano disparou diversos processos criminais contra cidadãos na Comarca de Araraquara.

Em 2016, o Partido dos Trabalhadores sofreu uma enorme perda de influência no país. Só no Estado de São Paulo, de 645 municípios, apenas 8 são governados pelo partido, sendo Araraquara a única acima de 200 mil habitantes. No ponto de vista do Coronel Prado, a cidade de Araraquara possui um sentimento de “troca tudo”, tanto no executivo, como no legislativo, e este fato tem incomodado diversos políticos locais, ocasionando esse ataque gratuito contra seus adversários nas eleições de novembro deste ano.

Prado cita o fato de Araraquara vivenciar um dos seus momentos mais tristes, pois é alvo de inúmeras notícias negativas na imprensa nacional e internacional. Como o caso dos “hackers e do suposto superfaturamento na compra de respiradores mecânicos. “Outro fator que merece destaque na imprensa, é que o jornalista Augusto Nunes, cita praticamente todos os dias no programa ‘Os Pingos nos Is’, da rádio Jovem Pan, fatos envolvendo o atual prefeito, tecendo ferrenhas críticas na gestão municipal, dentre eles da mulher que foi detida e conduzida à Delegacia de Polícia pela Guarda Municipal por não respeitar o decreto municipal de quarentena e caminhar numa praça da cidade”, complementa o veterano.

 Para o Coronel da reserva, sua publicação não possui discussão ou manifestação de cunho político-partidário, apenas seu livre exercício de um direito constitucionalmente garantido a todos os cidadãos, que é a possibilidade de livremente manifestar o seu pensamento, “o fato de ser policial militar não pode ser usado para restringir esse direito de opinião”, complementou.

Coronel Prado (Podemos) acredita que esta tentativa de intimidação se dá devido ao atual cenário político brasileiro, em que militares estão sendo escolhidos para representar essa parcela insatisfeita da população. O pânico de possivelmente não se reeleger faz com que ações como essas sejam tomadas para tentar calar e afastar seus fortes oponentes.

“O PT e seus aliados NÃO VÃO ME CALAR!”, finaliza Prado.